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Mudanças climáticas podem deixar mais de 600 milhões de pessoas em risco de escassez de água

Novo estudo do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático publicado nesta semana sugere que cerca de 11% da população mundial pode enfrentar problemas de abastecimento hídrico se o aquecimento global atingir 3,5ºC.

A reportagem é de Jéssica Lipinski e publicada pelo Instituto Carbono, 16-09-2013.

O Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático apresentou nesta sexta-feira (13) um estudo que revela que, se as mudanças climáticas elevarem as temperaturas médias em cerca de 3,5ºC acima dos níveis pré-industriais, 668 milhões de pessoas ficarão expostas à escassez de água.

A pesquisa, publicada no periódico Environmental Research Letters, calcula que, até 2100, 11% da população viverá perto de bacias hidrográficas com escassez de água. Para os que já vivem em regiões com essa situação, os efeitos serão agravados. Segundo a análise, os locais mais atingidos serão o Oriente Médio, o norte da África, o sul da Europa e o sudoeste dos Estados Unidos.

Os resultados também apontam outros cenários, desenvolvidos a partir da combinação de simulações de 19 modelos climáticos existentes com oito trajetórias diferentes do aquecimento global. Eles variam de aumentos de temperatura de 1,5ºC a 5ºC acima dos níveis pré-industriais, resultando em um total de 152 cenários de mudanças climáticas, todos levando em conta o aquecimento até o final do século.

Um deles, por exemplo, indica que, se as temperaturas médias da Terra subirem cerca de 2ºC, ou seja, a atual meta firmada internacionalmente, cerca de 8% da população mundial, o equivalente a 486 milhões de pessoas, será exposta à escassez de água, principalmente no Oriente Próximo e Médio.

“Nossa avaliação global sugere que muitas regiões terão menos água disponível por pessoa. Mesmo se o aumento se restringir a 2ºC acima dos níveis pré-industriais, muitas regiões terão que adaptar a gestão e demanda de água a um fornecimento menor, especialmente já que a população deve aumentar significativamente em muitas dessas regiões”, colocou Dieter Gerten, principal autor do estudo.

Segundo Gerten, o principal fator desse aumento na escassez de água é a diminuição da precipitação, embora o aumento das temperaturas também possa levar a uma maior evapotranspiração da água, e, portanto, à diminuição dos recursos.

Além da escassez da água, os cientistas envolvidos na pesquisa também avaliaram o impacto que as mudanças climáticas poderão ter nos ecossistemas terrestres, procurando descobrir quais áreas serão afetadas por grandes mudanças ecossistêmicas e se essas áreas são ricas em biodiversidade ou contêm espécies únicas.

“Com um aquecimento global de 2ºC, a reestruturação dos ecossistemas é provável para regiões tais como a tundra e algumas regiões semi-áridas. Em níveis de aquecimento global de 3ºC, a área afetada por uma grande transformação ecossistêmica aumentaria significativamente e atingiria regiões ricas em biodiversidade. Mostramos com alta confiança que os hotspots de biodiversidade, tais como partes da Amazônia, serão afetados”, concluiu Gerten.

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