Papa responde carta do fundador do jornal La Repubblica: "Chegou o tempo de caminharmos juntos"

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11 Setembro 2013

No dia 07-07-2013, o fundador do jornal La Repubblica, Eugenio Scalfari, escreveu uma carta aberta ao Papa Francisco. Em artigo posterior, publicado no dia 7 de agosto, ele complementa o artigo anterior com novas reflexões pessoais.

Eugênio Scalfari sempre manteve um vivo intercâmbio de diálogos com Carlo Maria Martini, cardeal-arcebispo de Milão.

Hoje o jornal La Repubblica publica uma longa resposta de Papa Francisco aos dois artigos do jornalista e fundador do importante jornal italiano.

O papa agradece a atenção que o jornalista deu comentar a encíclica Lumen Fidei.

O papa escreve:

"Entre a Igreja e a cultura de inspiração cristã, de um lado, e a cultura moderna de inspiração iluminista, de outro, instaurou-se a incomunicabilidade. Chego o tempo, e o Vaticano II inaugurou esta nova estação, de um diálogo aberto e sem preconceitos capaz de reabrir as portas para um verdadeiro e fecundo encontro".

E mais adiante, Francisco afirma:

"A fé cristã crê nisto: que Jesus é o Filho de Deus que veio dar a sua vida para abrir a todos o caminho do amor. Por isso o senhor tem razão quando vê na encarnação do Filho de Deus o núcleo central da fé cristã. Já Tertuliano escrevia; "Caro cardo salutis", a carne (de Cristo) é o núcleo da salvação. Porque a encarnação, ou seja, o fato de que o Filho de Deus veio na nossa carne e tenha compartilhado conosco alegrias e dores, vitórias e derrotas da nossa existência, até o grito da cruz, vivendo cada coisa no amor e na fidelidade ao Abbá, testemunha o incrível amor que Deus tem por cada um ser humano, o valor inestimável que lhe reconhece. Cada um de nós, por isso, é chamado a fazer seu o olhar e a opção do amor de Jesus, a entrar no seu modo de ser, de pensar e de agir. Esta é a fé, com todas as expressões que são descritas pontualmente na Encíclica".

A longa resposta de Papa Francisco, a ser publicada na íntegra, nesta página, conclui assim:

"Egrégio Dr. Scalfari, concluo assim estas minhas reflexões, suscitadas por aquilo que o senhor quis me comunicar e me interrrogar. Acolha-as como uma resposta tentativa e provisória, mas sincera e confiante, ao convite de fazermos juntos um pedaço do caminho. A Igreja, acredite, apesar de toda a lentidão, as infedilidades, os erros e os pecados que pode ter cometido e ainda pode cometer naqueles que a compõem, não tem outro sentido do que o de viver e testemunha Jesus: Ele que foi enviado por Abbá "a anunciar aos pobres o alegre anúncio, a proclamar aos presos a liberdação e aos cegos a vista, a colocar em libertade os oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor" (Lucas 4, 18-19). Com fraterna proximidade, Francisco".

A íntegra da carta, em italiano, pode ser lida clicando aqui.

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