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A Escola e os desafios contemporâneos. Entre identidades, conceitos e termos

“Tudo nos é proibido, a não ser cruzarmos os braços? A pobreza não está escrita nos astros; o sudsenvolvimento não é fruto de um obscuro designo de Deus. As classes dominantes põem as barbas de molho, e ao mesmo tempo anunciam o inferno para todos. De certo modo, a direita tem razão quando se identifica com a tranqüilidade e a ordem; é a ordem, de fato, da cotidiana humilhação das maiorias, mas ordem em última análise; a tranqüilidade de que a injustiça continue sendo injusta e faminta. Se o futuro se transforma em uma caixa de surpresas, o conservador grita, com toda razão: “Traíram-me”. E os ideólogos da impotência, os escravos, que olham a si mesmo com os olhos do dono, não demoram a escutar seus clamores”.

A reflexão acima é de Eduardo Galeano, em “As veias abertas da América Latina", e recebe destaque especial, no material de formação, preparado para ser usado pela chamada Escola de Formação: Política Sindical Educacional, do Sindicato dos Professores do Estado do Paraná. A preocupação central é com a formação dos professores e trabalhadores nas Escolas vinculadas aos seus respectivos núcleos sindicais.

O relato é de Darli Sampaio, da equipe do Cepat/CJ-Cias. A foto é da APP Sindicato - Núcleo Curitiba Sul.

O Núcleo Sindical Curitiba Sul, que compõe esse importante sindicato, reúne em torno 84 escolas estaduais, iniciou em julho, uma série de encontros de formação na Casa do Trabalhador, tendo por referência a proposta de formação unificada. Dois encontros, já foram realizados, reunindo mais de 100 participantes, em cada um. O sindicato, ainda  realizará mais dois encontros, agendados para setembro e outubro, na Casa do Trabalhador, sede do Cepat/CJ-Cias.

O Núcleo sindical de Curitiba tem buscado responder as demandas centrais da categoria, tais como, o pagamento das promoções e progressões em atraso, a importância de um novo modelo de atendimento à saúde dos servidores, além das demandas formativas. Especialmente, as que dizem respeito aos temas, emergentes, como as relações de gênero, identidade e a diversidade na escola.

Gênero e diversidade sexual nas escolas

No último encontro, o Sindicato, solicitou e contou com a assessoria do Cepat/CJ-Cias, que vem acompanhando e trabalhando esse tema, em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos – IHU. No sítio do IHU, encontramos muitas publicações e discussões instigantes, pertinentes e atuais na área. O Cepat/CJ-Cias coordenou a oficina sobre a temática: gênero e diversidade, com professoras, professores, funcionários e funcionárias das escolas.

Na discussão, os professores falaram sobre as dificuldades de tratar desses temas complexos, na Escola, onde cada vez mais se evidencia relações de gênero, subjetividade, identidade e diversidade, dentro de uma educação sexista, com ausência de materiais e formação aprofundada sobre os temas em debate.  Na sociedade, e  na  escola, a diversidade não é valorizada, ao contrário é motivo de estranheza, estigmatização, preconceitos e bullying.

Após o debate e dinâmicas realizadas na oficina, houve uma partilha sobre os vários materiais que podem ser acessados, no sentido de contribuir na discussão proposta, e para a formação dos profissionais da educação, por exemplo, vídeos aulas, disponibilizados pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, através do Instituto de Estudos de Gênero – IEG.

O projeto Gênero e Diversidade nas Escolas inserem-se na modalidade da formação continuada de profissionais da educação, tratando de temáticas como gênero, raça/etnia e orientação sexual, possibilitando aos professores/as condições de observar e introduzir nas suas reflexões e práticas pedagógicas sobre as relações de gênero, contribuindo com a construção de uma educação inclusiva, não sexista e não homofóbica.

Outra fonte importante para pesquisa são os materiais sobre o tema, disponibilizados no site do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. São artigos, textos, entrevistas, dos e das principais pesquisadores e pesquisadoras na área de gênero. Um material, que pode ser acessado, pelas escolas, professores e professoras, bem como por qualquer interessado/a na temática.

Tanto os materiais, do Cepat/CJ-Cias, como os do IHU, já são acessados por várias entidades,r pesquisadores, pesquisadoras, alunos e alunas, lideranças dos movimentos sociais, e demais interessados. Há, também, vários filmes sobre gênero que podem ser disponibilizados. A rede está construída, em vista da superação dos desafios vivenciados. Afinal, sempre é possível contribuir, especialmente nas práticas cotidianas e dinâmicas das escolas, para que milhares de pessoas possam viver uma vida, sem violência, tentando contribuir nessa resposta aos “clamores” que escutamos citados no início do texto por Eduardo Galeano.

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