Serra Pelada. Polícia impediu invasão, diz Colossus

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26 Agosto 2013

A polícia impediu ontem, domingo, que garimpeiros invadissem a mina de ouro que está sendo construída pela canadense Colossus, na região de Serra Pelada, no Pará. A informação foi dada pela Colossus.

A informação é de Marcos de Moura e Souza e publicada pelo jornal Valor, 26-08-2013.

Havia uma preocupação, por parte da direção da companhia, de que as obras fossem interditadas ontem pelos manifestantes e que a ação levasse a atos de violência.

Segundo a diretora de comunicação da empresa, Rosana Entler, as obras só voltarão ao ritmo normal quando a polícia informar que o movimento dos garimpeiros estiver terminado. Hoje, segunda-feira, segundo ela, "para preservar a segurança dos nossos funcionários", muitos dos 1.500 trabalhadores permanecerão em casa.

No fim de semana, a ordem foi deixar apenas um número mínimo de funcionários no projeto. São 80 - entre os quais alguns canadenses. Segundo nota da empresa divulgado ontem, "a tentativa de invasão, anunciada de forma pública e antecipadamente" criou um clima de "coação" sob o qual "é impraticável haver diálogo".

Rosana disse que pelo que ouviu da Polícia Militar que estava no local da mina, um grupo de garimpeiros se reuniu à tarde na Vila de Serra Pelada - no município de Curionópolis - e seguiu em direção à entrada do projeto. "Pelo que me disseram, tanto policiais quanto funcionários nossos, os garimpeiros não chegaram à portaria, ficaram a uns 100, 200 metros e depois se dispersaram e se espalharam pela vila".

Mais cedo, o deputado federal Arnaldo Jordy (PPS-PA), que vem acompanhando a situação na região e que tem apoiado garimpeiros insatisfeitos com a empresa, disse que um grupo de garimpeiros havia interditado o acesso ao empreendimento. Segundo ele, cerca de 7 mil garimpeiros se reuniram numa audiência pública na Vila de Serra Pelada antes de uma parte seguir para o projeto. O deputado disse que além dos trabalhadores associados à Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), sócia da mineradora no projeto, outras cinco ou seis entidades e associações de garimpeiros participaram do ato diante do projeto da Colossus.

A empresa falou em cerca de 1.500 manifestantes. Eles exigem mudanças no contrato de sociedade entre a empresa e uma cooperativa de garimpeiros. Pelo texto, a Colossus tem 75% da mina e a Coomigasp, 25%. A versão original no acordo era 51% e 49%, respectivamente. A empresa disse que o assunto foi para Justiça e que, em primeira instância, a Colossus saiu vitoriosa. O projeto é um investimento de R$ 600 milhões e já alcançou 85% da implantação, segundo a empresa. A previsão é que a produção comece em dezembro ou janeiro.

A Polícia Militar do Pará disse que não tinha informações sobre a situação no empreendimento.

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