Paulo VI, um pontífice esquecido e as esperanças com o Papa Francisco

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20 Agosto 2013

Há alguns dias, o canal Rai-3 reapresentou o documentário Paulo VI, o papa esquecido – da série A grande história – e, no fim de setembro, reapresentará O sorriso de Deus, que recorda o Papa Luciani: o verão europeu se presta às rememorações papais por ocasião das recorrências concatenadas da morte de Roncalli (3 de junho de 1963), da de Montini (6 de agosto de 1978) e da de João Paulo I (29 de setembro do mesmo ano).

A reportagem é de Luigi Accattoli, publicada no jornal Corriere della Sera, 18-08-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"O papa esquecido" é um lema eficaz, proposto há cinco anos pelo historiador Alberto Melloni para o diretor do programa, Luigi Bizzarri, um lema que hoje parece ser confirmado pelo fato de que, no fim deste ano ou ao redor da Páscoa do próximo ano, os papas Roncalli (1958-1963) e Wojtyla (1978-2005) serão proclamados santos, enquanto Montini (1963-1978) ainda não é "bem-aventurado".

Esse esquecimento é injusto, assim como é quase sempre a preferência da memória coletiva pelas figuras carismáticas e de fortes contrastes, que tendem a obscurecer as nuançadas e mediadoras.

O que quer que aconteça com a causa para fazê-lo bem-aventurado, pode-se prever que o cone de sombra que obscureceu o papa da Bréscia deve se desfazer com o avanço da estação do Papa Bergoglio, carismático mais do que qualquer outro, mas chamado pelos tempos às reformas, e é provável que Francisco retome o programa reformador conciliar onde Paulo VI o tinha deixado.

Teve-se um pré-anúncio dessa retomada com a nomeação dos oito cardeais chamados para ajudá-lo no "governo da Igreja universal" – uma espécie de segundo tempo do Sínodo dos Bispos montiniano – e com a previsão de uma reforma radical da Cúria.

Pondo as mãos nas reformas, o papa dos pobres e das periferias irá tornar novamente atuais gestos e lemas que foram propostos pela primeira vez por Paulo VI, assim como já voltou para as suas mãos o crucifixo pastoral montiniano.

Ao atormentado antecessor que havia doado a tiara aos pobres e que tinha caído da sede gestatória, outras decisões bergoglianas também fizeram referência: o fato de "descer" do Apartamento e de remover a estola, os ouros, os vermelhoss e as rendas do seu vestuário.

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