O novo chanceler paraguaio é acusado de ligação com Operação Condor

Revista ihu on-line

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Mais Lidos

  • “Podemos dizer que esta crise foi um notável êxito científico e um enorme fracasso político”. Entrevista com Yuval Noah Harari

    LER MAIS
  • Necropolítica: a política da morte em tempos de pandemia. Artigo de Eduardo Gudynas

    LER MAIS
  • Pode a Igreja Católica concordar em mudar alguma coisa?

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


17 Agosto 2013

O novo chanceler paraguaio, Eládio Loizaga, é acusado pela Comissão da Verdade e Justiça (CVJ) do Paraguai de ter participado de um grupo de combate ao comunismo que apoiou a Operação Condor. Loizaga está entre os réus em uma ação geral impetrada no Ministério Público paraguaio contra membros do Partido Colorado por violações dos direitos humanos.

A reportagem é de Lissandra Paraguassu e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 17-08-2013.

A acusação veio à tona há quatro dias na imprensa alternativa do Paraguai, quando Loizaga foi confirmado ministro das Relações Exteriores pelo presidente Horácio Cartes, pouco antes de sua posse. De acordo com o documento, o hoje chanceler, então funcionário do Ministério das Relações Exteriores, era da Confederação Anticomunista da América Latina (CAL), entidade semiclandestina ligada à Liga Anticomunista Mundial (WALC, na sigla em inglês).

Loizaga nega que tenha qualquer envolvimento com a Operação Condor. Ao ser questionado, riu. "Queria saber que operações. Eu não era militar, não era polícia, era funcionário da chancelaria. Não tenho nada que ver com isso, absolutamente", disse. O chanceler afirmou não saber a razão dessas acusações, mas se especula terem surgido por ele ser do Partido Colorado.

"Não sei o porquê, mas tampouco me importa, pois (se tivesse participado) não estaria aqui. Estaria morto", disse. Questionado se havia apoiado o combate ao comunismo ou assinado documentos, negou. "Não que eu saiba. Comecei na chancelaria em 1967, em plena Guerra Fria. Mas nunca participei em nenhuma questão".

Iniciada no sudeste asiático, a WALC tinha como presidente Chiang Kai-shek, o nacionalista chinês derrotado por Mao Tsé-tung, e recebia recursos de Taiwan. A versão latino-americana, de acordo com os documentos da CVJ, foi fundada em 1972 e tinha representantes não apenas do Paraguai, mas de Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Bolívia, Guatemala, El Salvador e exilados cubanos.

Loizaga seria um dos participantes da CAL por meio da juventude do Partido Colorado e teria preparado, com mais cinco membros, uma ata para o XII Congresso Anticomunista Latino-Americano. Entre outras coisas, o grupo definiu a atualização da biografia do então ditador Alfredo Stroessner em português e inglês.

De acordo com a CVJ - que funcionou entre 2004 e 2008 e produziu um relatório de 368 páginas, além de uma lista de 178 recomendações -, a CAL assessorou militares da região na Operação Condor. "A CAL e sua organização irmã, o capítulo paraguaio da Liga Mundial Anticomunista, desenvolveram um extenso trabalho durante as duas etapas da Operação Condor", diz o relatório.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

O novo chanceler paraguaio é acusado de ligação com Operação Condor - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV