Rio de Janeiro. Os católicos são minoria

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Por: Jonas | 23 Julho 2013

O Brasil é o primeiro país do mundo em número de católicos. Contudo, mais de um terço da população mudou para outras confissões ou abandonou toda a fé. No Rio de Janeiro essa queda é mais visível.

A reportagem é de Sandro Magister, publicada no sítio Chiesa, 22-07-2013. A tradução é do Cepat.

O gráfico abaixo ilustra as mudanças no perfil religioso do Brasil, analisadas na vigília da viagem do papa Francisco por Pew Forum, de Washington, o centro de estudos líder no mundo em pesquisas sobre o fenômeno religioso.

 
Fonte: http://goo.gl/AB8FEA  

O Brasil continua sendo o país com o maior número de católicos: 123 milhões de fiéis. Contudo, se meio século atrás o número de católicos quase coincidia com a totalidade da população, nas décadas posteriores o decrescimento percentual foi mais do que nítido: de 92% dos brasileiros, em 1970, para 65% em 2010.

Ao contrário, cresceram sensivelmente, no mesmo espaço de tempo, os protestantes: de 5 para 22%. Em números absolutos, enquanto os católicos, há 20 anos, estão estagnados em pouco mais de 120 milhões de fiéis, apesar do aumento da população, os protestantes continuam aumentando. De 26 milhões, que eram no ano de 2000, subiram para 42 milhões, em 2010.

Por protestantes se compreende não tanto as Igrejas luteranas, calvinistas, metodistas, ou seja, as do tronco “histórico”, que constituem menos de um quinto do total, mas, principalmente, as pentecostais e evangélicas, algumas das quais – como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja pentecostal Deus é Amor – nasceram no próprio Brasil.

Nas últimas décadas, também cresceram os seguidores de outras religiões, em especial as afro-brasileiras do Candomblé e da Umbanda. De 6 milhões, que eram no ano de 2000, passaram a ser 10 milhões, em 10 anos.

E também cresceram os não adeptos a nenhuma religião, entre eles os agnósticos e os ateus. Em 1970, eram menos de um milhão, no ano de 2010, chegaram a 15 milhões.

De forma bastante similar, o conjunto destas mudanças atinge homens e mulheres, instruídos e menos instruídos. É mais forte em populações abaixo dos 50 anos. No entanto, especialmente, incide mais nas cidades do que nas áreas rurais.

Enquanto nas áreas rurais o catolicismo continua sendo abraçado por 78% da população, chega somente a 62% nas cidades, onde mais ocorrem conversões pentecostais e evangélicas e aumentam os agnósticos e os ateus.

No Rio de Janeiro, meta da viagem do papa Francisco, os católicos agora são uma minoria entre os cidadãos, são apenas 46%.

Não surpreende que o objetivo do Papa seja o de infundir na Igreja brasileira – e por reflexo nas Igrejas da América Latina – a vitalidade missionária capaz de desfazer esta tendência declinante.

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