Tolerância zero na Santa Sé diante das corrupções do IOR

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Por: André | 29 Junho 2013

A Santa Sé anunciou, nesta sexta-feira, que não recebeu nenhum pedido das autoridades italianas sobre as três prisões na investigação das supostas irregularidades na gestão do chamado Banco do Vaticano, “mas confirma sua disponibilidade para uma plena colaboração”.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 28-06-2013. A tradução é do Cepat.

O prelado italiano mons. Nunzio Scarano, um ex-agente dos serviços secretos da Itália e um financista, foram presos acusados de fraude e corrupção na investigação sobre as supostas irregularidades na gestão do chamado banco do Vaticano, o Instituto para as Obras de Religião (IOR).

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, assegurou que já se sabia que mons. Nunzio Scarano havia sido suspenso do serviço da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), entidade que administra o imenso capital imobiliário do Vaticano.

Scarano havia sido suspenso pelo Vaticano de todos os cargos depois que se tornou público que o Ministério Público de Salerno o investigava por bloqueio de dinheiro, num caso de cheques justificados como doações de origem pouco clara, totalizando 580.000 euros.

Os outros dois presos são Giovanni Maria Zito, ex-agente dos serviços secretos internos italianos (AISI), destituído do cargo há alguns meses, e Giovanni Carenzio, um financista.

De acordo com a imprensa italiana, as investigações que levaram à prisão se concentravam na entrada ilegal na Itália de 20 milhões de euros da Suíça.

Esta operação foi realizada pela Guarda de Finanças (polícia fiscal italiana) após a ordem da juíza de investigações preliminares de Roma, Barbara Callari.

No momento, não se tem mais detalhes sobre os crimes que lhes são imputados, apenas que se trata de uma investigação que surgiu das várias que o Ministério Público de Roma mantém abertas sobre as supostas irregularidades do IOR.

Desconhece-se se neste caso também está envolvido o Banco do Vaticano, como ocorreu no passado, devido à pouca transparência na gestão das contas correntes.

As prisões ocorreram depois que, na quarta-feira passada, o Vaticano informou que o Papa Francisco criou uma comissão, formada por cinco membros, para investigar nos próximos meses tudo o que acontece no Banco do Vaticano, envolvido há anos em numerosos escândalos financeiros, com vista a uma possível reforma.

Comunicado da Sala Stampa

“Diante das notícias veiculadas pelas agências de notícias, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, o padre Federico Lombardi, declarou que ‘como se soube dias atrás, mons. Nunzio Scarano havia sido suspenso de seu serviço no APSA há mais de um mês, assim que os Superiores foram informados sobre uma investigação contra ele, seguindo a aplicação do Regulamento da Cúria Romana, que impõe a suspensão cautelar para as pessoas envolvidas em uma ação penal. A Santa Sé ainda não recebeu nenhuma solicitação sobre a questão, por parte das autoridades italianas competentes, mas confirma sua disponibilidade para uma plena colaboração. A autoridade vaticana competente, a AIF, acompanha o problema para, em caso de necessidade, tomar as medidas apropriadas de sua competência.’”

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