A pobreza evangélica segundo Francisco de Assis

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Por: André | 27 Junho 2013

Para o poverello, a busca da pobreza visa a se despojar de si para estar mais aberto ao Pai. Segue-se um extrato do nosso número especial da revista La Vie que explora a vida, a mensagem e a herança do santo que inspirou o novo papa.

 
Fonte: http://bit.ly/11yCqfG  

A reportagem é de Yves Combeau e publicada no sítio da revista francesa La Vie, 21-06-2013. A tradução é do Cepat.

Receber tudo, não possuir nada: é assim que poderíamos resumir a regra de São Francisco. E, sobretudo, não ter a tentação de possuir o que se recebeu. Retomar incessantemente esse trabalho de despojamento. Nascido no seio de uma família rica, Francisco aprendeu a ser pobre com os pobres. Crianças que não podem viver com seus pais, leprosos, esses párias absolutos que, não podendo trabalhar, alimentavam-se do que lhes deixavam. A lição é simples: não é bom ser pobre ou doente – a doença causa sofrimento, e o próprio Francisco não escondeu no final da sua vida que sofria muito –, mas quando se é pobre ou se está doente, torna-se dependente do amor dos outros. A pobreza tem um valor pedagógico: ela proporciona que o homem se dê conta de que não é autossuficiente, tentação do orgulho e do egoísmo, mas que é, ao contrário, feito para amar e ser amado.

A pobreza de Francisco é, portanto, uma pobreza voluntária ou, pelo menos, aceita. A pobreza que não é voluntária é um grande sofrimento; ela pode destruir. É por esta razão que é preciso libertar aqueles que de alguma forma são escravos. Francisco sempre coloca os pobres “reais”, isto é, as vítimas da miséria ou da doença, na frente dele. E se ele jejua é, em primeiro lugar, para compartilhar o pão. Entre os discípulos de Francisco, a preocupação com os pobres é constante. A caridade sempre fez parte da vida dos franciscanos, religiosos ou leigos. No doente, vítima por excelência, uma vez que é sempre inocente da doença que se sofre, o franciscano reconhece o Cristo sofredor, vítima também ele.

Mas, para ser voluntária, esta pobreza não deve transformar-se numa corrida para a miséria, da qual se pretende ser o campeão. São Boaventura denunciou este tipo de expertise da pobreza em alguns de seus frades. Em seu testamento, Francisco menciona especificamente o hábito próprio dos frades, um hábito rústico, remendado o quanto for possível, uma túnica de trabalhador ou de camponês. Humilde, mas suficiente. Porque a verdadeira pobreza não está nos extremos; a pobreza do corpo é apenas um instrumento; a verdadeira pobreza está na atitude interior que consiste em receber de Deus, dia a dia, o que ele concede ou não, mesmo o inesperado. Acolhido um dia, rejeitado no dia seguinte. E não olhar para si mesmo, nem para o que deu. O que, portanto, a pobreza proporciona? Nada, senão a confiança total em Deus. E a confiança total em Deus dá a alegria.

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