Francisco: "Paulo VI amou a Igreja e se gastou por ela sem reservas“

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24 Junho 2013

Cerca de 5 mil peregrinos da diocese de Bréscia chegaram ontem a Roma para celebrar o 50º aniversário da eleição do venerável servo de Deus o Papa Paulo VI. Nesta manhã, às 11 horas, recordando aquele evento, Mons. Luciano Monari, bispo de Bréscia, celebrou a Santa Missa no altar da Confissão da Basílica de São Pedro.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 22-06-2013. A tradução é de Benno Dischinger.

Junto a ele concelebraram outros 3 bispos e uma centena de sacerdotes. Também estava presente o cardeal Giovanni Battista Re. Passado o meio-dia, o Santo Padre Francisco, calorosamente recebido, entrou na Basílica para saudar os peregrinos e dirigir-lhes um discurso.

O Bispo de Roma agradeceu a oportunidade de poder compartilhar a memória do Venerável Servo de Deus Paulo VI com a diocese de Bréscia, da qual era oriundo o Papa Montini, diocese que peregrina a Roma no Ano da Fé. “Teria tantas coisas que dizer e recordar deste grande Pontífice”, disse o Papa Francisco. E limitou-se a destacar três aspectos fundamentais que nos deixou o testemunho petrino de Paulo VI: o amor a Cristo, o amor à Igreja e seu amor à pessoa humana.

Paulo VI soube dar testemunho, em anos difíceis, da fé em Jesus Cristo. Ainda ressoa, mais viva que nunca, sua invocação: “Tu és necessário, ó Cristo!” Sim, Jesus é mais necessário que nunca ao homem de hoje, ao mundo de hoje, porque nos “desertos” da cidade secular Ele nos fala de Deus, nos revela sua face. O amor total a Cristo emerge durante toda a vida de Montini, inclusive na eleição do nome como Papa, que ele justificava com estas palavras: Paulo é o Apóstolo “que amou a Cristo de maneira suprema, quem acima de tudo quis e tratou de levar o Evangelho de Cristo a todas as gentes, quem por amor de Cristo ofereceu sua vida”.

Paulo VI, sublinhou o Papa Francisco, tinha “um profundo amor a Cristo, não para possuí-lo, mas para anunciá-lo”.

“Cristo! Sim, eu sinto a necessidade de anunciá-lo, não posso guardar silêncio!... Ele é o revelador do Deus invisível, é o patrimônio de toda criatura, é o fundamento de todas as coisas. Ele é o Mestre da humanidade, é o Redentor... Ele é o centro da história e do mundo. Ele é quem nos conhece e nos ama, e Ele é o companheiro e amigo de nossa vida. Ele é o homem da dor e da esperança, é ele que há de vir, e que deve ser algum dia o juiz e, nós o esperamos, a plenitude eterna de nossa existência, nossa felicidade.”

Também foi apaixonado o amor do Papa Montini pela Igreja: “um amor de toda uma vida: alegre e doloroso”, recordou o Santo Padre. “Um amor que expressou desde sua primeira encíclica Ecclesiam suam”. Paulo VI viveu de cheio as vicissitudes da Igreja depois do Concílio Vaticano II, “suas luzes, suas esperanças, suas tensões”. Ele amou a Igreja e se gastou por ela sem reservas.

“Um verdadeiro pastor cristão que tinha uma visão muito clara de que a Igreja é uma mãe que leva dentro de si a Cristo e conduz a Cristo”. Porque, como o próprio Papa Montini dizia: “A Igreja está verdadeiramente nos corações do mundo, porém ao mesmo tempo é suficientemente livre e independente para interpelar o mundo”.

Finalmente, o Papa Francisco aludiu ao último aspecto do amor de Paulo VI:

O terceiro elemento: foi o amor pela pessoa humana. Também isto está relacionado com Cristo: é a paixão de Deus que nos impele a encontrar o homem, a respeitá-lo, a reconhecê-lo, a servi-lo. Na última sessão do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI pronunciou um discurso que surpreende cada vez que o relemos. Em particular, quando se fala da atenção do Concílio pelo homem contemporâneo. Disse assim: “O humanismo secular profano apareceu finalmente em sua terrível estatura e, num certo sentido, desafiou o Concílio. A religião do Deus que se fez homem se encontrou com a religião do homem que se faz Deus. O que sucedeu? Uma luta, uma batalha, uma condenação? Podia ter sido assim, mas não sucedeu. A antiga história do samaritano foi o paradigma da espiritualidade do Concílio. Um sentimento de simpatia sem limites impregnou tudo. A descoberta das necessidades humanas... dêem crédito a isto, ao menos vocês, humanistas modernos, renunciatórios à transcendência das coisas supremas, e reconheçam nosso novo humanismo: também nós, nós, sobretudo, amamos o homem”.

E, com uma visão integral do labor do Vaticano II, observou o Papa Francisco sobre seu predecessor, Paulo VI dizia que toda a “riqueza doutrinal do Concílio se dirige em uma direção: servir a pessoa humana. A pessoa humana, em todas as condições, em cada uma de suas enfermidades e necessidades. A Igreja quase se declarou servidora da humanidade”.

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