Papa nomeia padre de Colombo, Paraná, para ser bispo na África

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • O suicídio no clero do Brasil

    LER MAIS
  • “Agro é fogo”: incêndios no Brasil estão ligados ao agronegócio e ao avanço da fome, diz dossiê

    LER MAIS
  • Polícia de RO invade casa de advogada para apreender material de defesa de camponeses

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: André | 13 Junho 2013

Moçambique, país localizado na costa sudeste do continente africano, será a nova casa do padre Luiz Fernando Lisboa (na foto) a partir de setembro. Pároco da Paróquia Santa Terezinha de Lisieux, em Colombo, na Grande Curitiba, Lisboa foi nomeado ontem pelo papa Francisco como bispo da Diocese de Pemba, onde já havia trabalhado entre 2001 e 2008 como missionário da Congregação dos Passionistas e vigário episcopal. Com a nomeação, ele passa a ser chamado de monsenhor.

 
Fonte: http://bit.ly/12pdM2H  

A reportagem é de Jônatas Dias Lima e publicada na Gazeta do Povo, 13-06-2013.

Segundo Lisboa, a diocese que governará fica na parte mais pobre do país, na divisa com a Tanzânia, e abrange todo o estado de Cabo Delgado. A área total é de cerca de 82,6 mil quilômetros quadrados, o equivalente a quase duas vezes o estado do Rio de Janeiro. “O trajeto entre a sede e a paróquia mais distante leva pelo menos dez horas de viagem”, conta.

Embora o português seja o idioma oficial de Moçambique, fala-se pelo menos 30 línguas diferentes em todo o país. Na Diocese de Pemba convivem fiéis que falam, pelo menos, cinco variações de línguas africanas. O tempo como missionário na região garantiu a Lisboa o aprendizado de duas dessas variações, como o Emakua, idioma usado pelo monsenhor para celebrar missas.

O novo bispo vai conviver com uma enorme diversidade religiosa. Segundo ele mesmo conta, apenas 25% da população professa a fé católica, porcentagem equivalente ao número de muçulmanos. A maior parte, no entanto, é adepta de religiões africanas tradicionais.

A realidade social de Cabo Delgado é de extrema pobreza, com condições precárias de infraestrutura, resultado de várias guerras que assolaram o país – a última encerrada em 1992. “A maior parte da população não conta com energia elétrica e a falta de água é outro problema sério”, diz. A missão da qual Lisboa participou prestava, além de serviços religiosos, assistência social nas áreas de educação e saúde. A Congregação dos Passionistas mantém no local um centro de apoio que ensina como fazer uso de medicamentos caseiros à população.

Experiência

Natural de Valença, no estado do Rio de Janeiro, Lisboa tem 57 anos de vida e 29 de sacerdócio. Cursou o ensino médio em Osasco (SP), filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e teologia no Instituto de Teologia de São Paulo. Possui especializações em missiologia, liturgia e pedagogia. Em sua congregação, trabalhou com a formação de noviços em Viamão, no Rio Grande do Sul, e foi vigário paroquial em Osasco (SP).

Nota da IHU On-Line: O Cepat/CJ-Cias de Curitiba mantém uma parceria com a Paróquia Santa Terezinha de Lisieux no Curso de Formação Fé e Política. A parceria inclui a elaboração conjunta da proposta e assessorias. A iniciativa do Curso é do Pe. Luiz Fernando.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Papa nomeia padre de Colombo, Paraná, para ser bispo na África - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV