O ''discurso-diálogo'' do papa aos estudantes de escolas jesuítas

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10 Junho 2013


Fonte: Aleteia.org

Às 11h45min do dia 7 de junho, na Sala Paulo VI, o Santo Padre Francisco recebeu em audiência os estudantes das escolas geridas pelos jesuítas na Itália e na Albânia, com os seus professores e seus pais. Também estavam presentes no encontro inúmeros ex-alunos, representantes dos movimentos juvenis inacianos e de paróquias ligadas aos jesuítas.

Depois dos discursos de alguns educadores e alunos, o papa tomou a palavra e, no início da sua intervenção, ele disse que dava por lido o discurso por ele preparado e que o entregaria para a publicação; de sua parte, faria espontaneamente uma breve síntese dele e, depois, ouviria as perguntas dos jovens e dos educadores, de modo a tecer um diálogo com eles.

Publicamos a seguir o discurso preparado pelo Santo Padre, a síntese por ele feito de improviso durante o encontro e o diálogo, que se seguiu, mantendo a linguagem informal do momento.

O texto foi publicado no blog Cyberteologia, 08-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o discurso.

Queridos filhos, queridos jovens!

Eu preparei este discurso para lhes dizer... mas, são cinco páginas! Um pouco chato... Façamos o seguinte: eu vou fazer um pequeno resumo e, depois, vou entregar este, por escrito, para o Padre Provincial; também vou dá-lo ao padre Lombardi, para que todos vocês o tenham por escrito. E depois há a possibilidade de que alguns de vocês façam uma pergunta e possamos ter um pequeno diálogo. Vocês gostam disso ou não? Sim? Bom. Sigamos por esse caminho.

O primeiro ponto deste texto é que, na educação que damos aos jesuítas, o ponto-chave é – para o nosso desenvolvimento de pessoa – a magnanimidade. Nós devemos ser magnânimos, com o coração grande, sem medo. Apostar sempre nos grandes ideais. Mas também magnanimidade com as coisas pequenas, com as coisas cotidianas. O coração largo, o coração grande. E é importante encontrar essa magnanimidade com Jesus, na contemplação de Jesus. Jesus é quem nos abre as janelas ao horizonte. Magnanimidade significa caminhar com Jesus, com o coração atento ao que Jesus nos diz.

Nesse caminho, gostaria de dizer algo aos educadores, aos profissionais das escolas e aos pais. Educar. No educar, há um equilíbrio a ser mantido, balancear bem os passos: um passo firme no marco da segurança, mas o outro indo na zona de risco. E quando esse risco se torna segurança, o outro passo busca outra zona de risco. Não se pode educar apenas na zona de segurança: não. Isso é impedir que as personalidades cresçam. Mas também não se pode educar apenas na zona de risco: isso é perigoso demais. Esse balanceamento dos passos, lembrem-se bem.

Chegamos à última página. E a vocês, educadores, eu também quero encorajá-los a buscar novas formas de educação não convencionais, segundo a necessidade dos lugares, dos tempos e das pessoas. Isso é importante, na nossa espiritualidade inaciana: ir sempre "mais", e não ficar tranquilos com as coisas convencionais. Procurar novas formas segundo os lugares, os tempos e as pessoas. Encorajo-os a isso.

E agora estou disposto a responder a algumas perguntas que vocês queiram fazer: os jovens, os educadores. Estou à disposição. Eu disse ao Padre Provincial para que me ajude nisso.

Padre Provincial: Santidade, as perguntas não foram preparadas. Então o senhor vai respondê-las como vierem? Ok. Para saber...

Um menino: Eu sou Francesco Bassani, do Instituto Leão XIII. Sou um menino que, como escrevi na minha carta a ti, papa, tenta acreditar. Eu tento... eu tento, sim, ser fiel. Mas tenho dificuldades. Às vezes, eu tenho dúvidas. E eu acredito que isso seja absolutamente normal na minha idade. Como tu és é o papa que eu acho que vou levar por mais tempo no meu coração, na minha vida, porque eu te encontro na minha fase da adolescência, do crescimento, gostaria de te pedir algumas palavras para me sustentar nesse crescimento e apoiar todos os meninos como eu.

Santo Padre: Caminhar é uma arte, porque, se caminhamos sempre com pressa, nos cansamos e não podemos chegar no fim, no fim do caminho. No entanto, se paramos e não caminhamos, também não chegamos ao fim. Caminhar é justamente a arte de olhar para o horizonte, pensar sobre onde eu quero ir, mas também suportar o cansaço do caminho. E, muitas vezes, o caminho é difícil, não é fácil. "Eu quero permanecer fiel a este caminho, mas não é fácil. Veja: há escuridão, há dias de escuridão, também dias de fracasso, até mesmo alguns dia de queda... nós caímos, caímos...". Mas sempre pensem nisto: não ter medo dos fracassos, não ter medo das quedas. Na arte de caminhar, o que importa não é não cair, mas sim não "permanecer caídos". Levantar-se logo, de imediato, e continuar andando. E isso é lindo: isso é trabalhar todos os dias, isso é caminhar humanamente. Mas também é feio caminhar sozinhos, feio e chato. Caminhar em comunidade, com os amigos, com aqueles que nos querem bem: isso nos ajuda, nos ajuda a chegar justamente à meta a que devemos chegar. Eu não sei se eu respondi à tua pergunta. Sim? Tu não vais ter medo do caminho? Obrigado.

Uma menina: Então... eu sou Sofia Grattarola, do Instituto Massimiliano Massimo. E gostaria de lhe perguntar – já que o senhor, assim como todas as crianças, quando estava na escola primária, tinha amigos, não? –, e como o senhor hoje é papa, se você ainda vê esses amigos...

Santo Padre: Eu sou papa há dois meses e meio. Os meus amigos estão a 14 horas de avião daqui, estão longe. Mas eu quero te dizer uma coisa: três deles vieram me encontrar e me cumprimentar, e eu os vejo, e eles me escrevem, e eu os quero muito bem. Não se pode viver sem amigos: isso é importante, é importante.

Uma menina [Teresa]: Mas tu querias ser papa? Francisco, tu querias ser papa?

Santo Padre: Tu sabes o que significa que uma pessoa não queira tão bem a si mesma? Uma pessoa que quer, que tem vontade de ser papa não quer bem a si mesma. Deus não o abençoa. Não, eu não queria ser papa. Está bem? Vem, vem, vem... [chamando-a para cumprimentá-lo].

Uma senhora: Santidade, nós somos Mônica e Antonella, do coro dos Alumni del Cielo, do Instituto Social de Turim. Queríamos lhe perguntar: já que nós, que fomos educados nas escolas dos jesuítas, muitas vezes somos convidados a refletir sobre a espiritualidade de Santo Inácio, queríamos lhe perguntar: no momento em que o senhor escolheu a vida consagrada, o que o levou a ser jesuíta, em vez de ser sacerdote diocesano ou de outra ordem? Obrigado.

Santo Padre: Eu me hospedei várias vezes no Instituto Social de Turim. Eu o conheço bem. O que eu mais gostei da Companhia é a missionariedade, e eu queria me tornar missionário. E quando eu estudava filosofia, eu escrevi para o Geral – não, a teologia –, eu escrevi para o Geral, que era o padre Arrupe, para que me mandasse, me enviasse ao Japão ou a outra parte. Mas ele pensou bem e me disse, com muita caridade: "Mas o senhor teve uma doença do pulmão, o que não é muito bom para um trabalho tão forte", e eu fiquei em Buenos Aires. Mas ele foi tão bom, o padre Arrupe, porque não disse: "Mas o senhor não é muito santo para se tornar missionário": ele era bom, tinha caridade. E o que me deu muita força para me tornar jesuíta foi a missionariedade: ir para fora, ir para as missões e anunciar Jesus Cristo. Eu acredito que isso é próprio da nossa espiritualidade: ir para fora, sair, sair sempre para anunciar Jesus Cristo, e não ficar um pouco fechados nas nossas estruturas, muitas vezes estruturas caducas. Foi o que me moveu. Obrigado.

Uma senhora: Então, eu sou Caterina De Marchis, do Instituto Leão XIII, e eu me perguntava: por que o senhor – isto é, tu – renunciou a todas as riquezas de um papa, como um apartamento luxuoso ou um carro enorme e, ao invés, foi para um pequeno apartamento nos arredores ou pegou o ônibus dos bispos. Por que renunciou à riqueza?

Santo Padre: Mas eu acho que não é apenas uma coisa da riqueza. Para mim, é um problema de personalidade: é isso. Eu tenho a necessidade de viver entre as pessoas e, se eu vivesse sozinho, talvez um pouco isolado, não me faria bem. Esta pergunta me foi feita por um professor: "Mas por que o senhor não ir morar lá?". Eu respondi: "Mas, ouça, professor: por motivos psiquiátricos". É a minha personalidade. O apartamento [o do Palácio Pontifício] também não é tão luxuoso, fique tranquila... Mas não posso viver sozinho, entende? E depois eu acredito que, sim, os tempos nos falam de tanta pobreza no mundo, e isso é um escândalo. A pobreza do mundo é um escândalo. Em um mundo onde há tantas, tantas riquezas, tantos recursos para dar de comer a todos, não se pode entender como há tantas crianças famintas, há tantas crianças sem educação, tantos pobres! A pobreza, hoje, é um grito. Todos nós devemos pensar se podemos nos tornar um pouco mais pobres: isso também todos devemos fazer. Como eu posso me tornar um pouco mais pobre para me assemelhar melhor a Jesus, que era o Mestre pobre. Essa é a questão. Mas não é um problema de virtude minha pessoal, é apenas que eu não posso viver sozinho. E a questão do carro, que você disse: não ter tantas coisas e se tornar um pouco mais pobre. É isso.

Um menino: Eu me chamo Eugenio Serafini, sou do Instituto CEI, Centro Educativo Inaciano. Eu gostaria de lhe fazer uma pergunta breve: como o senhor fez quando decidiu se tornar não papa, mas pároco, se tornar jesuíta? Como fez? Não foi difícil para o senhor abandonar ou deixar a família, os amigos, não lhe foi difícil?

Santo Padre: Ouça, sempre é difícil: sempre. Para mim foi difícil. Não é fácil. Há momentos bonitos, e Jesus te ajuda, te dá um pouco de alegria. Mas há momentos difíceis, em que tu te sentes sozinho, te sentes árido, sem alegria interior. Há momentos escuros, de escuridão interior. Há dificuldades. Mas é tão bonito seguir Jesus, andar no caminho de Jesus, que depois tu fazes um balanço e segues em frente. E depois chegam momentos mais bonitos. Mas ninguém deve pensar que na vida não haverá dificuldades. Eu também gostaria de fazer uma pergunta agora: como vocês pensam em seguir em frente com as dificuldades? Não é fácil. Mas precisamos seguir em frente com força e com confiança no Senhor. Com o Senhor, pode-se tudo.

Uma jovem: Meu nome é Federica Iaccarino e venho do Instituto Pontano de Nápoles. Eu gostaria de pedir uma palavra para os jovens de hoje, para o futuro dos jovens de hoje, já que a Itália encontra-se em uma posição de grande dificuldade. E eu gostaria de pedir uma ajuda para poder levá-la a melhorar, uma ajuda para nós, para poder levar adiante esses jovens, nós, jovens.

Santo Padre: Tu dizes que a Itália está em um momento difícil. Sim, há uma crise. Mas eu vou te dizer: não só a Itália. Todo o mundo, neste momento, está em um momento de crise. E a crise, a crise não é uma coisa ruim. É verdade que a crise nos faz sofrer, mas devemos – e vocês, jovens, principalmente – saber ler a crise. Essa crise, o que significa? O que eu devo fazer para ajudar a sair da crise? A crise que nós, neste momento, estamos vivendo é uma crise humana. Diz-se: mas é uma crise econômica, é uma crise do trabalho. Sim, é verdade. Mas por quê? Porque esse problema do trabalho, esse problema na economia, são consequências do grande problema humano. O que está em crise é o valor da pessoa humana, e nós devemos defender a pessoa humana. Neste momento... mas, eu já contei isto três vezes, mas vou contar uma quarta. Eu li, uma vez, um conto de um rabino medieval, do ano 1200. Esse rabino explicava aos judeus daquele tempo a história da Torre de Babel. Construir a Torre de Babel não era fácil: eles deviam fazer os tijolos, e o tijolo, como se faz? Buscar o barro, a palha, misturá-los, levá-los ao forno: foi um grande trabalho. E depois desse trabalho, um tijolo se tornava um verdadeiro tesouro! Depois, levavam os tijolos para cima, para a construção da Torre de Babel. Se um tijolo caía, era uma tragédia; puniam o operário que o havia feito cair, era uma tragédia! Mas se um homem caía, não acontecia nada! Essa é a crise que estamos vivendo hoje, esta: é a crise da pessoa. Hoje a pessoa não conta, conta o dinheiro. E Jesus, Deus deu o mundo, toda a criação, deu para a pessoa, para o homem e para a mulher, para que os levassem adiante, não o dinheiro. É uma crise. A pessoa está em crise porque a pessoa hoje – escutem bem, isso é verdade – é escrava! E nós devemos nos libertar dessas estruturas econômicas e sociais que nos escravizam. E essa é a tarefa de vocês.

Um menino: Oi, eu sou Francesco Vin e venho do Colégio Santo Inácio de Messina. Eu gostaria de te perguntar se tu já estiveste na Sicília.

Santo Padre: Não. Eu posso dizer duas coisas. Não, ou ainda não.

O menino: Se tu vieres, nós te esperamos!

Santo Padre: Mas eu te digo uma coisa: da Sicília, eu conheço um filme muito bonito, que vi há dez anos, que se chama Kaos, com "k": Kaos. É um filme feito sobre quatro contos de Pirandello, e esse filme é muito bonito. Eu pude ver todas as belezas da Sicília. Essa é a única coisa que eu conheço da Sicília. Mas é linda!

Um professor: Santo Padre, sou o professor Jesús María Martínez... [neste momento houve aplausos, que também caracterizaram vários momentos do diálogo entre o Santo Padre e os participantes da audiência].

Santo Padre: Mas você tem fãs!

O professor: Sou um professor de espanhol, porque eu sou espanhol: eu sou de San Sebastián. Também professor de religião, e posso dizer que os professores lhe querem muito bem: isso é certo. Eu não falo em nome de ninguém, mas vendo tantos ex-alunos, inclusive muitas personalidades, e também nós, adultos, professores, educados pelos jesuítas, me interrogo sobre o nosso compromisso político, social, na sociedade, como adultos nas escolas jesuítas. Diga-nos algumas palavras: como o nosso compromisso, o nosso trabalho hoje, na Itália, no mundo, pode ser jesuítico, pode ser evangélico?

Santo Padre: Muito bem. Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Nós, cristãos, não podemos "ser Pilatos", lavarmo-nos as mãos: não podemos. Devemos nos envolver na política, porque a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. E os leigos cristãos devem trabalhar na política. Você vai me dizer: "Mas não é fácil". Mas também não é fácil se tornar padre. Não há coisas fáceis na vida. Não é fácil, a política se sujou muito. Mas eu me pergunto: se sujou por quê? Por que os cristãos não se envolveram na política com o espírito evangélico? Deixo-te uma pergunta: é fácil dizer "a culpa é disso". Mas eu, o que faço? É um dever! Trabalhar pelo bem comum é um dever de um cristão! E muitas vezes o caminho para trabalhar é a política. Há outros caminhos: professor, por exemplo, é outro caminho. Mas a atividade política pelo bem comum é um dos caminhos. Isso está claro.

Um jovem: Padre, eu me chamo Giacomo. Na realidade, eu não estou sozinho aqui hoje, mas trago um grande número de meninos, que são os meninos da Liga Missionária de Estudantes. É um movimento um pouco de transversal. Por isso um pouco de todos os colégios tem um pouco da Liga Missionária de Estudantes. Portanto, Padre, acima de tudo, o meu agradecimento e também de todos os jovens que eu ouvi nestes dias, porque, finalmente, com o senhor, encontramos aquela mensagem de esperança que antes nos sentíamos obrigados a encontrar por todo o mundo. Agora, poder ouvi-lo em nossa casa é algo que para nós é muito poderoso. Acima de tudo, Padre, permita-me dizer, de um lado, de um lugar, essa luz se acendeu neste lugar onde nós, jovens, realmente começávamos a perder a esperança. Portanto, obrigado, porque o senhor chegou realmente ao fundo. A minha pergunta é esta, Padre: nós, como o senhor bem sabe a partir da sua experiência, aprendemos a experimentar, a conviver com muitos tipos de pobreza, que são a pobreza material – penso na pobreza do nosso convênio com o Quênia –, que são a pobreza espiritual – penso na Romênia, penso nas chagas das vicissitudes políticas, penso no alcoolismo. Então, Padre, eu quero lhe perguntar: como podemos nós, jovens, conviver com essa pobreza? Como devemos nos comportar?

Santo Padre: Acima de tudo, gostaria de dizer uma coisa a todos vocês, jovens: não deixem que roubem a esperança de vocês! Por favor, não deixem que a roubem! E quem te rouba a esperança? O espírito do mundo, as riquezas, o espírito da vaidade, a soberba, o orgulho. Todas essas coisas te roubam a esperança. Onde eu encontro a esperança? Em Jesus pobre, Jesus que se fez pobre por nós. E tu falaste em pobreza. A pobreza nos chama a semear esperança, para que eu também tenha mais esperança. Isso parece um pouco difícil de entender, mas eu lembro que o padre Arrupe, uma vez, escreveu uma carta boa aos Centros de pesquisas sociais, aos Centros sociais da Companhia. Ele falava de como se deve estudar o problema social. Mas, no fim, ele nos dizia, dizia a todos nós: "Vejam, não se pode falar de pobreza sem ter a experiência com os pobres". Tu falaste do convênio com o Quênia: a experiência com os pobres. Não se pode falar de pobreza, de pobreza abstrata, ela não existe! A pobreza é a carne de Jesus pobre, naquela criança que tem fome, naquela que está doente, naquelas estruturas sociais que são injustas. Ir, olhar lá a carne de Jesus. Mas não deixe que roubem a sua esperança pelo bem-estar, pelo espírito do bem-estar que, no fim, te leva a se tornar um nada na vida! O jovem devem apostar nos altos ideais: esse é o conselho. Mas a esperança, onde a encontro? Na carne de Jesus sofredor e na verdadeira pobreza. Há uma ligação entre as duas. Obrigado.

Agora dou a todos, a todos vocês, às suas famílias, a todos, a Bênção do Senhor.

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