"Violência foi o que a polícia fez. Pôr fogo em lixo e fechar rua não machuca ninguém"

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • Bartomeu Melià: jesuíta e antropólogo evangelizado pelos guarani (1932-2019)

    LER MAIS
  • Do samba ao funk, o Brasil que reprime manifestações culturais de origem negra e periférica

    LER MAIS
  • ASA 20 Anos: Água potável é vida e bênção para a infância do Semiárido

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: Cesar Sanson | 07 Junho 2013

"Violência foi o que a polícia fez", diz militante do Movimento Passe Livre, que liderou o ato contra aumento do ônibus que parou nessa quinta-feira as principais avenidas de SP.

O ato contra o aumento da passagem de ônibus (que subiu para R$ 3,20), que hoje fechou 3 das principais avenidas de São Paulo, foi convocado oficialmente pelo Movimento Passe Livre.

O MLP já realizou dezenas de manifestações contra aumentos de passagens nos últimos anos. Na última, chegou a fazer mais de 10 atos, um por semana, alguns deles na frente do prédio onde mora o então prefeito Gilberto Kassab. Boa parte das pessoas que esteve hoje no ato que fechou, em diferentes momentos as avenidas 23 de Maio, 9 de Julho e Paulista, entretanto, não tinha ligação com o movimento. Carta Capital, 06-06-2013, conversou com Caio Martins, 22 anos, estudante de história da USP, e uma as lideranças do Movimento do Passe Livre. Confira a seguir.

Caio, por favor conte como foi o dia de hoje.

Às 16h nos encontramos no teatro Municipal, e a marcha saiu. Passamos pela Prefeitura umas 18h, e seguimos pro Anhangabaú. Aí descemos pra avenida 23 de Maio, e bloqueamos todas as faixas no sentido zona oeste, tinham barricadas de fogo e umas mil pessoas. Começou a tensão com a polícia, muitas bombas de efeito moral, que estilhaçam, e de gás lacrimogêneo. O grupo então se dispersou, e depois nos reagrupamos inteiros na 9 de julho. Fomos bloqueando ela toda, sentido Paulista, subimos ali pelo Masp. Ocupamos a Paulista toda e o choque marchando atrás, jogando bomba. E a gente na frente, fazendo barricada de lixo, botando fogo, correndo até o hospital Osvaldo Cruz [no final da avenida], onde armamos uma assembleia. Íamos começar a conversar e caiu uma bomba no meio da assembleia. Aí foi um pra cada lado, um pedaço entrou no shopping Paulista, outros andaram pelas ruas da região fazendo mais barricadas [com lixo e fogo]. Tinha gente do MLP, mas muita gente veio por conta dos chamados do Facebook e outros tantos que estavam passando e decidiram aderir também. Ficou claro que a população de São Paulo não aceita o aumento da passagem de ônibus.

O que você fala sobre a depredação, fogo em lixo, pichação, lixeiras viradas, vidros quebrados?...

Fogo e depredação aconteceu mesmo depois que a polícia chegou jogando bomba. Pôr fogo em lixo e fechar rua não machuca ninguém. Violência foi o que a polícia fez. Mas não vamos parar. Para sexta-feira, já está marcado: 17h no Largo da Batata [Pinheiros, zona Oeste de São Paulo].

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

"Violência foi o que a polícia fez. Pôr fogo em lixo e fechar rua não machuca ninguém" - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV