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25 Maio 2013

A bacia hidrográfica do Rio dos Sinos hoje abastece grandes cidades da Região Metropolitana, mas sua importância para o estado recua séculos no tempo. Pelo Rio dos Sinos e os arroios que fazem parte da mesma bacia, os imigrantes alemães do século XIX percorreram os territórios em que, mais tarde, iriam se estabelecer. A riqueza ambiental daquele tempo não chegou ao século XXI intacta, mas a região ainda preserva um grande número de espécies de peixes e aves, além das matas que crescem ao lado das águas.  O desafio para o futuro, como em tantos outros lugares, é manter a qualidade da água e a biodiversidade ambiental apesar do crescimento urbano e da construção de grandes empreendimentos.

A reportagem é de Iuri Müller, publicada no jornal Sul 21, 24-05-2013.

Desde os anos 1980, no Vale dos Sinos há espaço para que a gestão dos recursos hídricos seja discutida por órgãos, entidades e representantes da população. Formalizado em 1998, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) “atua como uma espécie de parlamento, de câmara da região para as questões políticas”, nas palavras do seu atual presidente, Arno Kayser. O Comitesinos hoje é dividido em três grandes eixos – usuários da bacia, representantes da população e do governo – e realiza eleição pública, através de edital, para a escolha das entidades que integram o conselho.

Fazem parte do Comitesinos companhias como a Corsan e órgãos públicos de controle de água e esgoto das cidades de São Leopoldo e Novo Hamburgo, além de universidades, organizações não governamentais, sindicatos e entidades em defesa do meio ambiente.

Para o professor da Unisinos e assessor técnico do comitê, Uwe Schulz, o colegiado “funciona como assembleia sobre a temática da gestão das águas, é onde ocorrem as decisões políticas. A Unisinos faz parte do comitê, representa a parcela relativa às universidades e tem voto nas decisões”. Por representar grupos de interesses e essências distintos, o presidente Arno Kayser lembra que as resoluções só chegam “após longas discussões”: “a estrutura é tão fragmentada que há equilíbrio entre as forças”, conta.

Entre as ideias, está o plano para a bacia do Sinos e o controle regular da poluição

Dos projetos desenvolvidos atualmente pelo Comitesinos, um é destacado pela diretoria: o Verde-Sinos, que prevê a recuperação da mata ciliar nas margens do rio através da ajuda da população e da colaboração de empresas das cidades próximas. A mata ciliar funciona como um “tampão” entre os recursos hídricos e o solo utilizado pela agricultura e para o crescimento urbano – e enfrentava explícitos problemas de preservação ao longo do Rio dos Sinos e dos arroios. Para Schulz, o projeto “mostra que situações de degradação (da mata ciliar) podem ser revertidas com diretrizes políticas estabelecidas e auxílio direto da comunidade e de algumas empresas”.

O presidente do Comitesinos afirmou que está sendo desenvolvido um plano hidrográfico para a bacia do Rio dos Sinos: “nos últimos anos, já foi feito um levantamento detalhado. São quatro mil quilômetros de bacia, entre rios e arroios, e nesta área constatamos oito tipos de danos ambientais. A maior parte é relativa a problemas no tratamento de esgoto, à redução da área de mata ciliar e ao volume de lixo atirado nas águas”. Em 2006, o Rio dos Sinos foi manchete nacional em função de um desastre ambiental que gerou a morte de mais de um milhão de peixes. Para Uwe Schulz, situações como a de seis anos atrás podem voltar a acontecer.

Schulz lembra que em outubro de 2006 houve dois fenômenos relativos à contaminação da água do rio: “no início do mês, no episódio que gerou a morte de toneladas de peixes, houve crime ambiental nunca bem esclarecido. Acredito que houve lançamento de substâncias tóxicas, mas a investigação não descobriu as causas. No final do mês, perto do dia vinte, o prejuízo na água se deu em razão de problemas crônicos relacionados ao esgoto lançado ao rio”. Problemas que, segundo o professor da Unisinos, não foram resolvidos totalmente desde então, ainda que haja investimentos previstos para o setor.

Preocupação com a qualidade da água e otimismo para as próximas décadas

Para o chefe do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos da Corsan, Paulo Germano, estão previstos cerca de 260 milhões de reais para o tratamento de esgoto sanitário na região – verba obtida através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. Sobre a poluição atual nas águas do Sinos, Germano afirmou que “nas captações da Corsan, a água é de boa qualidade. Mas, de fato, nos trechos próximos às cidades mais populosas e industriais, os relatórios da Fepam indicam que há índices altos de poluição”.

Quanto ao período de grandes empreendimentos em construção no Rio Grande do Sul, Uwe Schulz espera que as obras não afetem o trabalho em andamento para a preservação da bacia e que “o comitê pode influenciar a longo prazo”. No entanto, a emissão de licenças ambientais depende da atuação de outros órgãos.

Para Arno Kayser, a educação ambiental constante nas escolas da Região Metropolitana – outra das ações realizadas pelo Comitesinos – pode ser uma das medidas mais efetivas para controlar a qualidade da no Rio dos Sinos. Porque, mais do que nada, é preciso lembrar que estas águas abastecem uma população de mais de um milhão de pessoas, em dezenas de cidades gaúchas.

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