"Políticas são capturadas pelo capital financeiro mundial"

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11 Maio 2013

As políticas são capturadas pelos interesses financeiros e especulativos. Eventuais abalos contra o paraíso das finanças são superficiais. No Brasil, defensores do rentismo --prática de viver de rendimentos-- e de uma política em favor da produção se digladiam no governo.

A entrevista é de Eleonora de Lucena e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 11-05-2013.

As avaliações são do filósofo do direito Alysson Leandro Mascaro, professor da USP e do Mackenzie que está lançando o livro "Estado e Forma Política".

Elogiado pelo filósofo Slavoj Zizek, Mascaro analisa a relação entre política e economia.

Eis a entrevista.

No seu livro, o sr. escreve que o poder do capital cresce com crises. Isso está acontecendo agora?

Há quem tenha esperança nas crises. Não é meu caso. Elas têm servido apenas para um rearranjo das mesmas formas, sem superá-las. O capital se revigora quando abalado neste contexto presente.

Há uma concentração maior do capital?

O capitalismo neoliberal marcha para tentar abolir eventuais tendências contrárias. A tendência à concentração do capital é abalada com grandes intervenções de luta social e política. Na economia capitalista atual, neoliberal, são difíceis os casos de oposição sistemática.

Há um processo de unificação de práticas e interesses em favor da concentração econômica: são as mesmas maneiras de administrar, de pensar, de valorar, de agir politicamente, que se esparramam mundialmente sobre velhas e novas relações, todas capitalistas.

O Brasil atualmente tem uma política neoliberal?

Não há nenhuma fase neoliberal que supere totalmente o bem-estar e o intervencionismo anteriores. Também não há nas políticas de esquerda de hoje a superação plena do neoliberalismo.

Se é verdade que nos últimos anos algumas bússolas políticas já mudaram no Brasil e em alguns países do mundo, a margem que resta para que se possa declarar superada a política neoliberal ainda é muito grande.

Quais interesses capturam o atual Estado brasileiro?

O Estado quase sempre se polariza a partir das classes e grupos dominantes e hegemônicos, exercendo alguma espécie de coesão geral, o que leva a concessões.

No Brasil, ocorre nas últimas décadas um deslocamento do eixo da decisão política para os capitais internacionais, preponderantemente financeiros.

Quais são as contradições desse modelo?

Não existe uma possibilidade de estabilidade geral dentro do capitalismo.

Há disputa entre as frações do capital próximas das finanças e da especulação e aquelas outras dadas à produção e ao consumo de massas, com vantagem clara, nas últimas décadas, para os interesses financeiros.

Como resultado, o Brasil e os demais Estados variam entre aqueles mais reféns dos capitais especulativos ou aqueles mais próximos da indução da produção e da circulação econômica.

Quem está ganhando a disputa entre rentismo e produção no governo Dilma?

No Brasil, o padrão econômico rentista tem uma história de décadas. No governo Dilma, o seu poder certamente teve alguma diminuição, pela redução dos juros.

Mesmo que essa nova fase de regulação produtiva venha a se firmar, ela não se dará como uma vitória majoritária contra o mundo das finanças.

As grandes lutas entre os interesses das variadas frações do capital estão em operação, ainda que quase ocultamente, nas disputas internas do governo Dilma.

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