Síria: a tragédia de Aleppo, mesquita e minarete destruídos

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27 Abril 2013

Continua aumentando na Síria no número das vítimas do conflito e assim também a lista das destruição de locais de culto. Depois da igreja e do convento dos freis capuchinhos destruídos na semana passada em Deir Ezzor, uma pequena cidade às margens do rio Eufrates, situada entre Palmira e a fronteira iraquiana, a cerca de 450 km da capital Damasco, nessa quarta-feira foi a vez do minarete da histórica mesquita de Umayyad, em Aleppo, segundo a notícia divulgada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A reportagem é de Maria Teresa Pontara Pederiva, publicada no sítio Vatican Insider, 25-04-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nessa região, onde parecem se intensificar as operações de guerrilha, caíram em uma emboscada na segunda-feira passada os dois bispos ortodoxos ainda nas mãos dos sequestradores, apesar da confusão de notícias sobre o seu destino e as muitas ilações acerca das motivações do sequestro que, para alguns, parece estar ligado com o atentado de Boston.

No dia 28 de fevereiro passado, as tropas rebeldes haviam se apoderado da mesquita – que remonta ao século VIII, um verdadeiro tesouro do ponto de vista artístico –, que já havia sofrido danos significativos no outono de 2012, depois dos quais Bashar al-Assad prometeu uma restauração. Apesar de um vídeo divulgado na tarde do tiroteio em curso, não existe nenhuma gravação que mostre o momento do desmoronamento e as suas modalidades. "Pode ser que o minarete ruiu sozinho por causa dos pesados combates dos últimos meses", disse Rami Abdel Rahman, chefe do OSDH.

A mesquita e o minarete estavam situados na parte mais antiga da cidade de Aleppo, lugar declarado pela Unesco como patrimônio da humanidade. Em seu interior, estavam contidas algumas relíquias pertencentes, segundo a tradição, três fios de cabelo e um fragmento de dente do profeta Maomé. Como esperado, cada uma das duas partes em conflito acusou a outra de destruição.

O New York Times relata que fontes de informação sírias teriam declarado que a Frente Nusra, uma facção em revolta que os Estados Unidos consideram ligada à Al-Qaeda, havia colocado explosivos dentro do minarete de dois séculos ao lado da mesquita.

A Unesco tinha repetidamente apelado a todos os combatentes que se retirassem dos locais considerados patrimônio da humanidade. A última declaração era do mês passado, com uma carta assinada pela diretora-geral, Irina Bokova, publicado no NYT, onde ela convidava "todos as partes envolvidas no conflito na Síria a garantir o respeito e a proteção dos monumentos".

Mas são as vítimas civis que preocupam mais a opinião pública mundial: centenas de sírios teriam sido mortos na semana passada em um subúrbio de Damasco, Jdaidet al-Fadl. As Nações Unidas estimam que mais de 70 mil sírios até agora foram vítimas do conflito (mas, in loco, fala-se de mais de 100 mil), e supera um milhão o número de deslocados desde o início da guerra, quase um protesto pacífico contra o governo Assad desde março de 2011.

O combate ameaça agora desestabilizar os países vizinhos, particularmente o Líbano, onde o poderoso grupo militante xiita Hezbollah, que defende Assad, enviou combatentes para a Síria, e a cidade síria de Qusayr, perto da fronteira, tornou-se um ponto focal das tensões sectárias e potenciais confrontos entre militantes do Hezbollah e rebeldes sírios.

Enquanto isso, teme-se pela sorte dos dois bispos Paul Yazigi e Yohanna Ibrahim: a Igreja Ortodoxa Grega negou qualquer notícia divulgada sobre a sua libertação. Uma fonte da diocese declarou à AFP que os dois bispos estariam nas mãos dos rebeldes da região de Bab al-Hawa, perto da fronteira turca.

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