Governo de Sebastián Piñera. Cai o terceiro ministro da Educação

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Por: Jonas | 20 Abril 2013

“Prevaleceu a pior face da política. Quero que os acusadores mostrem a cara, porque isto ficará na história como uma acusação injusta. O que houve foi uma operação política que prejudica a educação”, afirmou, com a voz abatida, o agora ex-ministro da Educação do governo de Sebástian Piñera, Harald Beyer. Minutos antes das 21h30min, da quarta-feira, o Senado aprovou, por 20 votos a favor e 18 contra, o último capítulo do libelo acusatório que responsabilizou o tecnocrata da direita por não fiscalizar corretamente o lucro nas universidades, situação que no Chile é ilegal.

A reportagem é de Christian Palma, publicada no jornal Página/12, 19-04-2013. A tradução é do Cepat.

Gritos e comemorações dentro do Congresso e caras de enterro e incredulidade nos rostos do lado da situação. Com esta decisão – que inclusive fez vários personagens do governo ir às lágrimas – Beyer ficou impedido, por cinco anos, de exercer qualquer cargo público e, ao mesmo tempo, torna-se o terceiro secretário de Estado a ocupar a cadeira que precisa deixar o seu cargo, desde que, em 2010, o governo de “excelência”, anunciado por Piñera, assumiu o Chile.

Embora a gestão do agora destituído ministro tenha sido mais bem avaliada do que a de seus antecessores – Joaquín Lavín e Felipe Bulnes -, com a apresentação de projetos e melhoras em diversas áreas da educação pública e privada chilena, o lucro – que se tornou uma das bandeiras de luta do movimento educacional, que ganhou força em 2011 – acabou derrubando Beyer. Este conceito será chave para que os políticos se sintonizem com o movimento estudantil. A ex-presidente Michelle Bachelet o fixou como seu primeiro anúncio de campanha.

A saída daquele que também fez parte do Centro de Estudos Públicos (CEP), um dos mais importantes “think thank” chilenos, mexeu com os alicerces políticos do país e ninguém ficou indiferente ao fato. Inclusive, os candidatos presidenciais que se encontrarão no fim do ano.

Na situação, Laurence Golborne e Andrés Allamand qualificaram a destituição como “injusta”. Os dois candidatos chegaram ontem, no Palácio de La Moneda, para participar de uma homenagem que o governo fez ao proeminente titular da Educação. “Isto nos desafia a continuar nesta campanha, porque mais do que nunca tenho a convicção de projetar um segundo governo da Aliança e conquistar maioria no Parlamento. Temos que construir uma maioria política séria. Não acredito em guerrilhas entre duas coalizões, temos que trabalhar para que a política seja enaltecida”, disse Golborne, o ex-ministro que se tornou famoso com o resgate dos 33 mineiros de Atacama.

De sua parte, Allamand valorizou o trabalho de Beyer e afirmou que “a Concertação (oposição) demonstrou o que é. Com o objetivo de voltar ao poder, estão dispostos a qualquer coisa. Aqui se cometeu um ato injusto, e os chilenos precisam escolher: ou retornamos às más práticas da Concertação ou continuamos com este governo, com esta forma limpa de fazer política”. A atual ministra do Trabalho, Evelyn Matthei, foi além, sustentando que a candidata presidencial de oposição Michelle Bachelet “deu a ordem para liquidar Beyer, ou veio diretamente ou de alguém próximo dela”.

O comentário de Matthei pegou Bachalet de surpresa. “Lamento que autoridades de governo ou pessoas da situação façam declarações falsas e sem fundamento, mas, além disso, surpreende-me que seja da ministra Matthei, pois ela me conhece bem e conhece a minha família... Parece-me que climas de tensões não são necessários e não são adequados quando alguém procura avançar em problemas de nossa sociedade, como no caso da necessidade de uma reforma educativa profunda, que ainda está pendente em nosso país”, disse Bachelet, a candidata melhor posicionada nas pesquisas.

Da parte dos estudantes, o presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile, Andrés Fielbaum, garantiu que “aqui não há nada que comemorar, apenas comemoraremos quando a educação for pública, gratuita e de qualidade. Aqui, não existem mais desculpas: esperamos que, num prazo possível, seja proibido o lucro em toda a educação chilena”.

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