''Documento sobre a questão agrária só deverá ser aprovado em 2014'', diz bispo

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15 Abril 2013

Durante a entrevista coletiva desta 51ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP), o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, dom Guilherme Werlang, recordou o tema da questão agrária no início do século XXI, que está em discussão no evento. “Em 2010 o assunto foi apresentado à Igreja num documento de estudos”, disse o bispo, que recordou a atuação da Igreja neste segmento.

A informação é publicada pelo Boletim da CNBB, 15-04-2013.

O episcopado brasileiro já publicou diversos documentos relacionados à questão agrária, o último destes foi há 30 anos. “Inicialmente, com o documento de 1980, e depois por meio de notas, declarações e até campanhas da Fraternidade, a Igreja abordou este tema. Mas sentimos que é hora de atualizar esta reflexão”, afirmou dom Guilherme.

O novo texto apreciado pelos bispos nesta Assembleia Geral foi, em sua maior parte, bem recebido e recebeu novas contribuições. “Por isso, a comissão que cuida da elaboração do texto propôs, que o texto seja melhor trabalhado”, relatou dom Guilherme.

O bispo enfatizou que “o texto é urgente e necessário, e os bispos precisam dar uma palavra contundente sobre a questão agrária. Nós percebemos, porém, que não teríamos condições de finalizar o trabalho nesta Assembleia”. Por isso, foi decidido que o texto seja melhorado ao longo do ano de 2013, e aprovado finalmente na Assembleia de 2014.

Dom Guilherme
recordou outros temas que também serão abordados pelo documento. “Nós vamos trabalhar a questão da água também, que não está desvinculada da questão da terra e da mineração. Nós sentimos que há uma necessidade da sociedade como um todo repensar também esta questão e não mercantilizar a água”.

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