Que os bispos elejam o presidente e o secretário, defende papa

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08 Abril 2013

Modificar o estatuto da Conferência Episcopal Italiana (CEI) para acabar com uma histórica anomalia e permitir que ela eleja o seu presidente e o seu secretário-geral. Atualmente, o caso dos bispos italianos é o único do mundo em que os dois primeiros assentos de uma Conferência Episcopal são decididos diretamente pelo pontífice.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi, publicada no jornal La Stampa, 08-04-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No âmbito de uma maior colegialidade, Francisco está estudando a possibilidade de equiparar o episcopado italiano ao resto do planeta. O papa é primaz da Itália e bispo de Roma, e por isso, até agora, o mandato quinquenal à frente da CEI não foi eletivo, mas sim de nomeação pontifícia.

Em geral (mas não existem obrigações oficiais), a designação é precedida por passagens informais, como as consultas internas às 16 conferências regionais, mas a indicação continua sendo de total discrição do pontífice. Uma anomalia, justamente, com relação a todas as outras conferências nacionais do planeta, em que os bispos elegem os seus representantes que ainda não são necessariamente cardeais ou têm acesso à púrpura, como demonstra, por exemplo, a atual presidência de Zollitsch na Alemanha ou, no passado, a de Gregory nos EUA.

Em apenas dois casos, os bispos não votam nos seus líderes, ou seja, na Bélgica (enquanto ex officio o arcebispo de Bruxelas é presidente) e entre os prelados latinos dos países árabes, onde o papel sabe sempre ao patriarca latino de Jerusalém no cargo.

Mas, mesmo nessas duas únicas exceções, o episcopado elege, no entanto, o "número dois", enquanto na Itália o secretário-geral também é escolhido pelo papa. No plano geral de reorganização das conferências episcopais, Francisco está avaliando uma possibilidade que mudaria o cenário: atribuir aos bispos italianos a faculdade de indicar a sua cúpula.

"São necessárias variações de normas e procedimentos, mas não existem impedimentos canônicos intransponíveis", destacam na Cúria. As conferências episcopais não têm base teológica, como ocorre com os bispos individuais, mas apenas uma base prática, concreta. A reforma estudada por Francisco prevê um crescente envolvimento dos episcopados nacionais no governo da Igreja universal e uma maior colegialidade nas decisões. Nessa ótica, o direito papal de nomeação do presidente e do secretário-geral da CEI contrasta com a sua configuração eclesiológica.

No próximo mês, Bergoglio participará no Vaticano da assembleia dos bispos italianos e irá expor as diretrizes que brotam da longa experiência nessas organizações de representação do episcopado sul-americano nas quais, além disso, ele colaborou com um dos seus atuais interlocutores para a Itália: o arcebispo de Taranto, Filippo Santoro, até dois anos atrás prelado missionário na América Latina.

A hipótese de tornar eletiva a direção da CEI já havia sido levada em consideração e depois posta de lado durante o pontificado de Wojtyla. Bergoglio foi eleito presidente da conferência argentina. O seu antecessor, Quarracino, o havia indicado como um possível substituto, porque, entre os auxiliares de Buenos Aires, ele era o mais querido pelos padres.

O seu mestre, entre os jesuítas, padre Juan Carlos Scannone, lembra-se dele no L'Osservatore Romano como um "homem de orquestra". Portanto, acrescenta, "seus pulsos não irão tremer ao fazer reformas dentro da Igreja", mas "ele não vai fazer tudo de uma vez só. No fundo, ele tem ascendência italiana, vem do Piemonte, e por isso vai fazer tudo muito diplomaticamente. Saberá fazer as reformas sem traumas, sem solavancos". Cancelar o "direito de investidura" da cúpula da CEI parece coerente com o Bergoglio style.

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