Meio milhão de cisternas no Nordeste

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22 Março 2013

Ações de empresas ou instituições ligados à iniciativa privada tentam dar algum apoio às iniciativas do setor público de levar água às populações sem sistemas de abastecimento.

A reportagem é publicada pelo jornal Valor, 22-03-2013.

O caso mais bem-sucedido é o do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), da Articulação do Semiárido (ASA Brasil). A organização não governamental implantou, nos últimos dez anos, mais de 450 mil cisternas. O número de famílias beneficiadas chega a 700 mil - algo em torno de 3,5 milhões de pessoas - contando-se as que foram construídas pelo governo. A ASA Brasil tem o apoio de mais de mil entidades da sociedade civil, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Fundação Banco do Brasil e a Fundação Avina, mas apenas de uma empresa privada: a PepsiCo, fabricante do Toddy, Gatorade e Pepsi-Cola, que desde que se engajou no projeto, há três anos, já aplicou R$ 3,5 milhões no P1MC.

"É um trabalho transformador", diz Cláudia Pires, gerente de sustentabilidade da PepsiCo. Além da construção de cisternas, a empresa promove ações para permanência das crianças nas escolas da região, onde a evasão é grande quando o colégio não dispõe de água para beber. Colocou ali uma equipe de técnicos para modernizar a logomarca da ASA e desenvolve campanhas nas redes sociais para aumentar a visibilidade do trabalho do grupo. "O importante é dar instrumentos para que a população sobreviva à seca com dignidade. A cisterna é um desses instrumentos", afirma Naidison de Quintella Baptista, coordenador executivo da ASA na Bahia.

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