Sodano liberou os cardeais para se informarem sobre o Vatileaks

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Por: André | 06 Março 2013

Quarta-feira pesada, com ventos fortes e ameaça de chuva na Praça São Pedro. Os cardeais optaram nesta ocasião, em sua grande maioria, pelo carro, e se deixaram ver apenas na entrada da Sala Paulo VI. Prossegue o silêncio “ad extra”, embora no interior da sala, e após as pressões de cardeais norte-americanos, brasileiros e, em especial, de Schönborn e Kasper, o decano Sodano tenha liberado os cardeais para perguntarem aos cardeais “007” sobre alguns conteúdos do Vatileaks.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada no sítio espanhol Religión Digital, 06-03-2013. A tradução é do Cepat.

Mais que decidir quando o conclave começa, as congregações gerais estão girando em torno de três questões: a nova evangelização; uma maior colegialidade e diálogo entre a cúria, o colégio cardinalício e os episcopados nacionais; e o conhecimento dos escândalos para além das manchetes da imprensa.

Embora Bento XVI tenha deixado dito que as conclusões do relatório sobre o Vatileaks encarregado aos cardeais Tomko, Herranz e De Giorgi só seriam reveladas ao próximo Papa, vários cardeais pressionaram para, ao menos, ter a liberdade de conhecer alguns critérios gerais e formar uma opinião o mais próxima possível da realidade. Após ouvir várias intervenções, o decano do Colégio Cardinalício, Angelo Sodano, aceitou que os purpurados teriam liberdade para perguntar aos “007”.

Entretanto, já se começam a ver diferentes atitudes na saída do pré-conclave. Apesar da imposição do silêncio geral, que a maior parte dos cardeais está cumprindo, os bispos norte-americanos postam briefing após briefing em sua sede, reclamando mais informações e dando a entender que necessitam de “mais tempo” antes de convocar o conclave, com a ideia de que este seja curto e se possa entrar no mesmo com poucos candidatos reais. Porque, ao contrário de há oito anos, os “papáveis” crescem a cada momento.

Muitos cardeais latino-americanos, comandados pelo grupo brasileiro, também solicitaram maiores informações sobre os vazamentos de papéis secretos do Vaticano. “Não podemos escolher um Papa sem ter a absoluta segurança de que não vai aparecer no dia seguinte em um papel, e que, além disso, esse papel seja conhecido pelos pesquisadores. Seria um absurdo”, proclama, sem querer que seu nome apareça, um cardeal eleitor da América do Sul.

Entre os cardeais deste continente está causando uma certa perplexidade a atitude dos cardeais espanhóis, que praticamente não intervêm nas congregações, e que pelo que parece deixaram claro que a eles não interessa muito conhecer mais aspectos do Vatileaks. Querem um conclave tranquilo e se posicionarão com a maioria.

Também é estranho que, dias depois da Sede Vacante, na terça-feira faltaram ainda quatro cardeais: o alemão Karl Lehmann, o bispo de Hong Kong, John Tong Hon, o vietnamita Jean-Baptiste Pham Minh Mân e o polonês Kazimierz Nycz. Compreende-se a situação dos asiáticos, e não parece muito relevante a ausência de Nycz.

Mas a ausência de Lehmann surpreende, e muito. No Vaticano ignora-se tratar ou não de uma “estratégia” do cardeal alemão, que fora sumamente crítico com a eleição de Joseph Ratzinger (não participou do primeiro almoço oferecido pelo então novo Papa aos cardeais) e que recentemente pediu publicamente o acesso das mulheres a postos de responsabilidade na Igreja, e declarou que o conclave “será longo”. Teria atrasado sua chegada a Roma com este objetivo?, perguntam-se às portas da Sala Paulo VI.

Seja como for, parece que nem hoje [quarta-feira] saberemos a data de entrada na Capela Sistina. Pela tarde, os cardeais se unirão em oração na Basílica de São Pedro. Neste meio-dia, novo briefing do porta-voz Lombardi. E, antes, novamente a saída dos cardeais. Que, caso nada o evitar, continuarão em silêncio absoluto diante da imprensa.

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