'Pedal contra o pré-sal' denuncia impactos da indústria do petróleo no Espírito Santo

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Por: Cesar Sanson | 27 Fevereiro 2013

Movimentos realizam, desde segunda-feira (25), uma manifestação contra os impactos decorrentes da exploração de petróleo no Espírito Santo. Mas não será uma manifestação comum. Com o nome de “Pedal contra o pré-sal” e se iniciando em frente à sede da Petrobras, na Reta da Penha, em Vitória, os manifestantes seguirão de bicicleta até o município de Conceição da Barra, no norte do Estado, a cerca de 250 quilômetros da Capital.

A reportagem é de Kauê Scarim e publicada pelo portal seculodiario.com, 26-02-2013.

Esta será a segunda edição da manifestação, a primeira foi realizada em janeiro de 2012. Para cumprir o trajeto, os manifestantes devem gastar cinco dias. Eles partiram pela manhã da segunda-feira e concluem o percurso na sexta-feira (1).

Os manifestantes querem passar por diversas regiões que sofrem impactos decorrentes da exploração do petróleo, como Serra, Barra do Riacho, Pontal do Ipiranga, Linhares e São Mateus, além do destino final, Conceição da Barra.

Os impactos são muitos. Os manifestantes citam, por exemplo, o caso do estaleiro Jurong (EJA), em Aracruz, feito para suprir as demandas da exploração do pré-sal, com a fabricação de embarcações e outras estruturas necessárias. Construído com diversas irregularidades ambientais, o projeto de construção do EJA teve um parecer contrário dos técnicos do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) desconsiderado pela direção do órgão ambiental.

Segundo pescadores locais, a restinga será destruída, a área de desova das tartarugas desaparecerá e o acesso público à praia será banido.

O ato tem o apoio da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase) e da OilWatch, organização internacional que se define como uma “rede de resistência” que se opõe às ações das companhias petrolíferas em países tropicais.

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