A renúncia de O’Brien tira o Reino Unido do Conclave

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Por: Jonas | 27 Fevereiro 2013

A renúncia do cardeal Keith O’Brien, após ser acusado por outros sacerdotes de assédio nos anos 1980, deixa o Conclave papal sem representação britânica.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 25-02-2013. A tradução é do Cepat.

O clérigo, de 74 anos, abandonou a liderança da Igreja católica escocesa, na qual era a máxima autoridade, desde 1985, depois que três sacerdotes e um ex-sacerdote se queixaram ao Vaticano de seu “comportamento inapropriado” há mais de três décadas.

Num comunicado divulgado pela Igreja católica escocesa, o cardeal britânico esclareceu que não assistirá o conclave que elegerá o sucessor de Bento XVI, em março, pois deseja evitar que “a atenção midiática em Roma” se centre sobre ele.

“Tenho valorizado a oportunidade de servir as pessoas da Escócia e do estrangeiro, de várias maneiras, desde que me ordenei sacerdote”, disse o clérigo, cuja ausência em Roma, somado à baixa de outro purpurado por enfermidade, deixará 115 cardeais como responsáveis da eleição papal.

Na nota, o clérigo também fez um balanço de seus anos de ministério: “Pelo bem que pude fazer, dou graças a Deus. Por qualquer falha, peço desculpa diante de todos os que ofendi”, embora não faça referência às acusações.

Segundo o que a Igreja escocesa explicou, O’Brien tinha apresentado sua renúncia, por motivos de idade, em novembro de 2012, a qual o Pontífice aceitou no último dia 18 de fevereiro e, finalmente, a tornou pública um dia após serem reveladas as acusações de assédio.

Como norma, os cardeais entregam sua renúncia ao Pontífice quando completam os 75 anos (O´Brien completa essa idade no dia 17 de março) e, geralmente, o Papa mantém o encargo vários anos a mais, na direção da arquidiocese, ou aceita a renúncia de imediato.

O curso de O’Brien, diante das acusações de “comportamento inapropriado” em relação a outros padres, gera uma crise no seio da Igreja escocesa e abre uma brecha numa instituição que está próxima de realizar uma inesperada eleição papal.

A marcha do cardeal supõe também uma derrota pessoal para O’Brien, cuja participação em Roma ia marcar um de seus últimos atos antes de se aposentar.

A notícia “entristeceu” o ministro principal para a Escócia, o nacionalista Alex Salmond, que descreveu o cardeal como “um bom homem para sua Igreja e seu país”.

“Todas as vezes que tratei com o cardeal, foi um líder considerado para a Igreja católica escocesa, incondicional em sua fé, mas construtivo em seus planejamentos”, destacou o político.

As acusações contra o cardeal partem de três sacerdotes e um ex-sacerdote que foram vítimas supostamente da conduta indevida do cardeal, quando se encontravam sob sua tutela na década de 1980.

Um deles, hoje casado, relatou ao dominical “The Observer” que sofreu assédio sexual por parte do clérigo em sua época de seminarista, com 20 anos, quando O’Brien era seu “diretor espiritual” e lhe submeteu a aproximações “inapropriadas”, após suas orações noturnas, provocando-lhe depressão e mudanças em sua personalidade.

Nascido em Ballycastle (Irlanda do Norte), além de arcebispo em St. Andrews e Edimburgo, o cardeal é presidente da Conferência dos Bispos da Escócia, embora no último mês tenha renunciado algumas das tarefas dentro da Igreja escocesa por causa de sua idade.

O religioso manifestou abertamente sua rejeição à proposta de legalizar o casamento entre homossexuais, o aborto e a ordenação de mulheres bispo, mas recentemente se mostrou a favor de que os sacerdotes pudessem se casar e ter família.

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