Europa busca biocombustíveis realmente "verdes"

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26 Fevereiro 2013

Qual seria a alternativa para os biocombustíveis atuais, que a Europa quer parar de usar? A questão estava na pauta do dia do conselho dos ministros da Energia dos 27 países-membros da União Europeia, na última sexta-feira (22), em Bruxelas. A resposta promete ser problemática.

A reportagem é de Pierre Le Hir, foi publicada no jornal francês Le Monde e reproduzida no portal Uol, 25-02-2013.

A deputada europeia Corinne Lepage, relatora desse dossiê no Parlamento, começou a consultar agricultores, industriais, pesquisadores e associações. Até o momento ela não apresentou nenhum caminho. "Seria difícil imaginar que, para um projeto cujo objetivo seja a redução dos gases de efeito estufa, não conseguiríamos chegar a uma solução nesse sentido", ela disse simplesmente.

Em outubro de 2012, a Comissão Europeia reconheceu a nocividade para o planeta dos biocombustíveis de primeira geração, também chamados de "agrocombustíveis" por serem resultantes de culturas agrícolas: canola, soja, girassol e palma para o biodiesel; cana de açúcar, beterraba, milho e trigo para o bioetanol. Apropriando-se de terras antes reservadas para a alimentação humana e animal, esses cultivos destinados à energia também têm resultados ambientais desastrosos, segundo alguns.

Isso se deve à mudança do uso indireto dos solos (Indirect Land Use Change ou ILUC). O deslocamento das produções alimentares para plantações destinadas aos biocombustíveis de fato têm levado à destruição de florestas, de pradarias e de turfeiras, que sequestram carbono.

A Agência Francesa do Meio Ambiente e do Controle da Energia (Ademe) concluiu que, "em mais de dois terços das avaliações", os agrocombustíveis não atendem aos objetivos europeus de redução dos gases de efeito estufa, se levarmos em conta a mudança de uso dos solos.

O Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares (IFPRI) chegou a calcular que, para certos biodiesels, (o biocombustível mais utilizado), as emissões de CO2 são superiores às dos combustíveis fósseis, quando se integra esse fator.

Isso explica o projeto de diretivas de Bruxelas, submetido para exame do conselho de ministros e do Parlamento europeu. Ele visa limitar em 5%, ou seja, o nível atual, o uso de biocombustíveis oriundos de cultivos de alimentos. E, para atingir essa meta, ainda em vigor, de 10% de energias renováveis nos transportes até 2020, ele pretende substituí-los por "biocombustíveis avançados realmente sustentáveis". São os de segunda geração, tirados da madeira, da parte não alimentícia de plantas (ou "remanescentes": caules, galhos e folhagens) e de resíduos orgânicos. E os de terceira geração, os extratos de microalgas.

O problema é que essas duas tecnologias estão somente no estágio de pesquisa e de desenvolvimento. Uma produção industrial não é esperada para antes da próxima década. Além disso, ainda que se suponha que investimentos e um esforço de pesquisa maiores permitam andar mais rápido – e chegar a uma rentabilidade econômica hoje incerta - , o balanço de carbono delas ainda não foi estabelecido.

Para a segunda geração, o reaproveitamento de "remanescentes" florestais que não é feito pela indústria madeireira ou de resíduos agrícolas será bom para o meio ambiente. Mas em se tratando de palha de milho ou de trigo, o fornecimento entrará em concorrência com a ração animal. E se a matéria-prima provier de cultivos dedicados aos biocombustíveis – gramíneas de alta produtividade como o miscanthus ou árvores de crescimento rápido como o salgueiro, o álamo e o eucalipto - , então a produção dessa biomassa mobilizará também terras agrícolas e provocará uma mudança de uso dos solos.

Segundo uma publicação científica recente, uma multiplicação de bosques de curta rotatividade também pode agravar a poluição por ozônio e provocar uma queda nos rendimentos agrícolas. Quanto à terceira geração, embora as microalgas tenham uma capacidade fenomenal de acumular óleos e açúcares, convertíveis em biodiesel ou em bioetanol, seu cultivo também exige espaço. Esse é o objeto da pesquisa de Sophie Bresc-Litzler, doutoranda na Universidade Paris-1, sobre as "restrições geográficas" da algacultura.

Esta pode ser realizada em bacias abertas. Para isso a pesquisadora explica que são necessários "espaços verdes planos e amplos, com acesso a água em abundância, boa insolação, zonas protegidas dso ventos e das intempéries meteorológicas, bem como a presença de indústrias que emitem CO2, do qual as algas se alimentam". O que pode provocar conflitos de uso com as atividades agrícolas é o uso dos recursos hídricos ou o desenvolvimento periurbano.

Ainda que os territórios ultramarinos ofereçam um verdadeiro potencial de desenvolvimento, "para uma produção de biocombustível em escala industrial seriam necessárias superfícies consideráveis para se chegar a uma rentabilidade mínima", acredita Bresc-Litzler.

O cultivo também pode ser feito de maneira intensiva em uma espécie de estufa (fotobiorreatores). Mas, embora estes tenham a vantagem de poderem ser instalados em indústrias, a quantidade de luz necessária para as algas é um fator limitante.

Portanto, a busca por biocombustíveis realmente "verdes" promete ser difícil. Várias ONGs já estão pedindo para que a mudança de uso dos solos seja considerada para as futuras tecnologias, para "evitar que elas tenham um impacto ambiental nefasto".

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