A “alternativa católica” à pílula do dia seguinte

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Por: André | 05 Fevereiro 2013

De acordo com o cardeal de Colônia, Joachim Meisner, os novos conhecimentos científicos permitem distinguir entre evitar a fecundação e impedir a implantação do ovócito fecundado no útero.

A reportagem é de Andrea Tornielli e está publicada no sítio Vatican Insider, 03-02-2013. A tradução é do Cepat.

Depois das polêmicas em torno do caso da jovem que foi vítima de uma violação a quem dois hospitais de Colônia negaram o fornecimento da pílula do dia seguinte, o cardeal Joachim Meisner, arcebispo da cidade, disse essas palavras que abriram a possibilidade de oferecer a pílula e que foram recebidas com satisfação pelos agentes de saúde da Alemanha.

O delegado da Associação dos Hospitais Católicos, Thomas Vortkamp, disse, em uma entrevista ao sítio www.domradio.de, que as declarações do cardeal contêm “muitos esclarecimentos sobre como deverão comportar-se os hospitais católicos no futuro em relação às vítimas de violência. Para nós é importante que os colaboradores nos hospitais tenham as coisas claras: que seja um dever oferecer ajuda às mulheres em dificuldades, desde a acolhida até a ajuda posterior”.

Vortkamp também explicou que “muitas incertezas foram eliminadas” e que sob o nome de “pílula do dia seguinte” encontram-se muitos produtos com diferentes princípios ativos: “No passado, a pílula do dia seguinte sempre era considerada como uma pílula abortiva e condenada apenas deste ponto de vista. Sempre seremos contra a pílula abortiva. Mas nos casos de mulheres violadas, é útil esclarecer as coisas para poder oferecer-lhes uma pílula do dia seguinte como prevenção. Se a mulher, com a pílula do dia seguinte recebe ajuda no sentido da prevenção, ótimo. Mas se, por exemplo, já houve uma implantação, é preciso discutir como se deve proceder. E se a mulher opta pelo aborto, então é preciso explicar que deve ser realizado em outro hospital”.

Das palavras do delegado da Associação dos Hospitais Católicos se deduz que a pílula do dia seguinte não é considerada abortiva, porque não age após a implantação, mas antes, para impedir a fecundação ou a implantação do ovócito fecundado. Mas o cardeal, para dizer a verdade, fez a respeito uma distinção muito clara e precisa, pois explicou que se a pílula “for usada com a intenção de impedir a fecundação, então, do meu ponto de vista, é aceitável”.

Ao contrário, seu uso “não é aceitável” quando é usada para impedir que um óvulo já fecundado se implante no útero. Meisner, o cardeal alemão mais em sintonia com Bento XVI, de quem é amigo pessoal, indicou que com as novas tecnologias científicas é possível distinguir entre uma e outra situação.

Em 2005, a Pontifícia Academia para a Vida expressou-se a respeito da pílula com uma declaração que diz: “A pílula do dia seguinte é um preparado a base de hormônios que, dentro de e não mais do que 72 horas após um ato sexual presumivelmente fértil, tem uma função predominantemente ‘anti-implantação’, isto é, impede que um possível ovo fertilizado (que é um embrião humano), agora no estágio de blástula de seu desenvolvimento (cinco a seis dias depois da fertilização) seja implantado na parede uterina por um processo de alteração da própria parede. O resultado final será assim a expulsão e a perda desse embrião. Somente se a pílula fosse tomada vários dias antes do momento da ovulação poderia às vezes agir impedindo a mesma (neste caso ela funcionaria como um típico ‘contraceptivo’)”.

O mesmo documento indicava que o uso da pílula do dia seguinte, “é realmente nada mais do que um aborto quimicamente induzido. Não é intelectualmente consistente nem cientificamente justificável dizer que não estamos tratando da mesma coisa. Além disso, parece suficientemente claro que aqueles que pedem ou oferecem essa pílula estão buscando a interrupção direta de uma possível gravidez já em progresso, da mesma forma que no caso do aborto. A gravidez, de fato, começa com a fertilização e não com a implantação do blastocisto na parede uterina, que é o que tem sido implicitamente sugerido”.

É preciso recordar que, normalmente, as legislações estatais e nos protocolos de saúde o efeito de impedir a implantação do óvulo fecundado não é considerado abortivo, posto que muitos casos acontecem naturalmente, ao passo que se define aborto a destruição de um óvulo já implantado no útero (efeito que não se obtém com a pílula do dia seguinte, mas com a pílula RU486). Para a Igreja, ao contrário, a ação de evitar a implantação deve ser considerada abortiva.

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