Henrique Alves distribui cargos para se eleger

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Por: Cesar Sanson | 01 Fevereiro 2013

Favorito na eleição para presidente da Câmara, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), realizou diversos acordos partidários que incluíram a distribuição de cargos estratégicos na Casa para viabilizar sua candidatura. Prometeu entregar a Comissão de Fiscalização Financeira (CFT) ao líder do PSD, Guilherme Campos (SP); a Comissão de Minas e Energia ao PP; a de Fiscalização ao PSC e uma suplência na Mesa ao DEM. O pemedebista nega: "É intriga. Os espaços serão definidos pelos próximos líderes". Mas os acordos são confirmados por seus correligionários e por integrantes dos partidos beneficiados.

A reportagem é de Caio Junqueira e publicado pelo jornal Valor, 01-02-2013.

O problema é que cabe ao líder do partido de cada legislatura fazer esses acordos. Ou seja, somente o próximo líder do PMDB, que será escolhido na tarde de domingo, tem a prerrogativa de fechar esses entendimentos, ainda mais em se tratando da Comissão de Finanças, a segunda mais importante da Casa, atrás apenas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que ficará com o PT e cujo indicado será o deputado Décio Lima (PT-SC). A informação foi antecipada pelo Valor PRO, serviço em tempo real do Valor. Ele foi escolhido após um acordo de rodízio, pelo qual a corrente petista minoritária Mensagem ao Partido faz a escolha neste ano e a Construindo um Novo Brasil (CNB), em 2014.

Embora integre a CNB, Décio Lima faz parte de um grupo dissidente desta corrente que inclui parlamentares de diversas facções petistas, como Movimento PT, PT de Luta e de Massas e Mensagem ao Partido. Por essa razão, foi o indicado ao posto. Em razão do acordo, os postulantes da CNB adiaram a decisão sobre o indicado. Ficará entre José Mentor (SP), Nelson Pelegrino (BA) e Vicente Cândido (SP).

Após uma semana de reclusão em Natal - seguindo um conselho dado pelo vice-presidente Michel Temer - Alves desembarca hoje em Brasília para a reta final de sua campanha com uma série de problemas a enfrentar. As candidaturas adversárias de Júlio Delgado (PSB-MG) e Rose de Freitas (PMDB-ES) reforçam os ataques a ele, com o embasamento de que lhe faltam condições morais para assumir a presidência. O deputado é alvo de denúncias de favorecimentos de aliados a partir do uso de recursos públicos.

Os ataques ganharam ontem um reforço com o lançamento da candidatura do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) com uma carta com duros ataques ao PMDB. "O PMDB da 'moral homogênea' (expressão do saudoso Márcio Moreira Alves) aspira dirigir as duas casas do Congresso e conta com o apoio da base do governo e da oposição conservadora. Seus candidatos são bem conhecidos não como notáveis, apesar de antigos e experientes parlamentares, mas como notórios frequentadores de territórios nebulosos na vida pública. Negamos o noticiário que dá suas vitórias como inevitáveis. Afirmamos que uma outra prática política é possível e necessária", diz a carta, assinada pelo líder da bancada do partido, Ivan Valente (SP).

A carta diz ainda que a candidatura de Alencar nega "o condomínio de poder que articula grandes empreiteiras, partidos da ordem e encomendas dos governos, e que não quer ser investigado - como revelou o melancólico fim da CPI Cachoeira. Afirmamos que há alternativas aos sócios da espantosa operação 'abafa' que se apresentam agora como candidatos 'imbatíveis' para a direção das Mesas do Congresso". Mesmo com todo o clima desfavorável, Henrique Alves segue como favorito. Tem o apoio oficial de 16 partidos, mais de 460 deputados, e de grupos organizados à direita, como os ruralistas, e os considerados à esquerda, como PT e PCdoB.

No domingo, ele passa a liderança para um dos três que disputarão o posto no voto: Eduardo Cunha (RJ), Osmar Terra (RS) e Sandro Mabel (GO). Cunha é o favorito. Hoje, o PR escolhe o deputado Anthony Garotinho (RJ) como novo líder. O DEM também deve definir até domingo entre Ronaldo Caiado (GO) e Mendonça Filho (PE). Ambos jantaram anteontem com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), que disse que faria uma consulta na bancada para definir qual seria escolhido. A ideia é evitar a disputa no voto. Caiado deve assumir neste ano, uma vez que pretende ser candidato a governador em 2014.

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