Delegação ecumênica reúne-se com representantes bolivianos para analisar a economia global

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17 Janeiro 2013

Apesar de ser um dos países mais pobres da América Latina, a Bolívia é um dos atores chave no debate promovido pelas Nações Unidas sobre desenvolvimento. Representantes do governo receberam, na quarta-feira, 9, cópia da declaração ecumênica sobre economia global, quando também entrou na pauta de debates temas relacionados aos direitos humanos e ambientais.

A reportagem é de Marcelo Schneider e publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 16-01-2013.

A comitiva ecumênica foi liderada pelo moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Walter Altmann, e contou com a participação de líderes ecumênicos da América Latina. A delegação foi recebida pelo ministro da Casa Civil, Juan Ramón de la Quintana.

A Bolívia passou a ser governada, pela primeira vez, a partir de 2006, por um presidente indígena, Evo Morales. O presidente está engajado na implantação de um processo que procura equilibrar as estruturas de poder e permitir o aceso do povo aos rendimentos gerados pelos recursos naturais do país.

“Compartilhamos o compromisso de trabalhar em favor do futuro da humanidade e temos que trabalhar numa agenda comum de cooperação”, disse Quintana ao receber a Declaração de São Paulo, sob o título “Transformação Financeira Internacional para uma Economia da Vida”.

O documento foi tramado na conferência ecumênica global sobre uma nova ordem financeira internacional e arquitetura econômica, realizado em outubro de 2012, em Guarulhos, São Paulo, pela Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, Conselho de Missão Mundial e o CMI.

Quintana sublinhou a importância de trabalhar em associação com diferentes atores da sociedade global. “As igrejas podem ser efetivas na partilha e promoção de dons que alentem o bom viver do povo”, disse.

A delegação também encontrou-se com o vice-ministro para assuntos inter-religiosos do Ministério das Relações Exteriores, Fernando Huanakuni.  Ele recebeu documento abordando proposta ecumênica de criação de uma agência de cooperação no âmbito da União Sul-Americana de Nações (Unasur).

“O governo boliviano pode jogar um papel decisivo no debate sobre op conceito de desenvolvimento que ocorre na Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia”, disse o diretor de Creas e integrante da comitiva ecumênica, Humberto Martín Shikiya.

O conceito andino de Sumak Kawsay – bem-viver, em quechua – é mais integrante que a ideia básica de desenvolvimento da atualidade, agregou Humberto.

Altmann destacou a cooperação entre as organizações ecumênicas, como é o caso do CMI e de ACT Aliança, apresentado como um exemplo concreto de sinergia entre espiritualidade e ação.

Os encontros na Bolívia integram o programa de visitas regionais que as organizações ecumênicas se propuseram a efetivar a partir do encontro de Guarulhos. A chancelaria argentina recebeu o mesmo documento em outubro de 2012.

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