Dilma é a que menos desapropria desde Collor

Revista ihu on-line

Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Leia mais

A esquerda e a reinvenção da política. Um debate

Edição: 523

Leia mais

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Leia mais

A esquerda e a reinvenção da política. Um debate

Edição: 523

Leia mais

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

Junho de 2013 – Cinco Anos depois.Demanda de uma radicalização democrática nunca realizada

Edição: 524

Leia mais

A esquerda e a reinvenção da política. Um debate

Edição: 523

Leia mais

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Edição: 522

Leia mais

Mais Lidos

  • Ensaio de Spadaro e Figueroa sobre Evangelho da Prosperidade irrita direita cristã

    LER MAIS
  • La Civiltà Cattolica se lança contra a "teologia da prosperidade" e seu apoio a Trump

    LER MAIS
  • "Igreja Católica não deveria ficar chocada com o caso do cardeal McCarrick: deveria se envergonhar", afirma editorial de revista jesuíta

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

07 Janeiro 2013

O governo Dilma Rousseff é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos. Na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos.

Comparado ao mesmo período das administrações anteriores desde o governo José Sarney (1985-90), o total supera só o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses.

Levantamento da diretoria técnica da Câmara e pesquisa da Folha no "Diário Oficial da União" mostram que Dilma desapropriou 58 imóveis em 2011 e outros 28 em 2012.

A reportagem é de André Caramante e Daniel Carvalho e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 06-01-2013.

A queda no ritmo ocorre em meio à redução da demanda dos sem-terra pelo país.

A consolidação do Bolsa Família e a valorização do salário mínimo nos últimos anos contribuíram para isso.

O número de famílias acampadas despencou de 2003 para 2011. Passou de 59 mil para 3.210, segundo a Comissão Pastoral da Terra.

O governo cita cortes no Orçamento e greve de servidores como razões para os baixos números em 2012.

A desapropriação por meio de decretos presidenciais é o meio clássico para obter terra para a reforma agrária.

Além de áreas desapropriadas, o governo também pode assentar famílias em terrenos comprados ou em lotes vagos de projetos antigos.

Alexandre Conceição, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), considera "uma vergonha" o desempenho da gestão Dilma.

Para ele, o governo não faz reformas estruturais por ter um apoio heterogêneo.

"Essa composição dá estabilidade política ao governo, amplas margens de apoio na opinião pública, mas impede reformas estruturais, que afetariam interesses das classes privilegiadas", diz Conceição.

"O desempenho é pífio, e a tendência é que a situação não mude em 2013. Não vemos vontade política", afirma Gerson Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra).

FHC X LULA

FHC (1995-2002) chegou a 3.535 imóveis desapropriados e disse ter assentado 540,7 mil famílias. Lula desapropriou 1.990 imóveis de 2003 a 2010 e afirma ter beneficiado 614 mil famílias.

Em 2005 e 2006 houve um pico de famílias assentadas (127.506 e 136.358, respectivamente, segundo os balanços oficiais), mas desde 2007 os números não param de cair.

A Folha apurou que o número preliminar de assentados em 2012 é de 23.073 famílias. Em 2011, foram 22 mil.

Integrante da bancada ruralista, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) aprova o ritmo de Dilma.

"O problema é dar viabilidade para que os assentados produzam; 70% dos assentamentos estão vivendo de Bolsa Família. Não produzem nem para se alimentar", diz.

Incra diz que greve e verbas são razão do baixo número

O Incra aponta o corte no orçamento e a greve de quase três meses como motivos para os baixos números de assentamentos e de desapropriações de imóveis em 2012.

O balanço do ano passado ainda não foi concluído, mas a Folha apurou que o número preliminar do instituto é de 23.073 famílias assentadas.

A meta inicial para 2012 era assentar 30 mil famílias, mas o Incra a reduziu para 22 mil, por causa de corte de R$ 400 milhões no orçamento.

O balanço preliminar indica que a nova meta foi batida.

A assessoria do presidente do Incra, Carlos Guedes, informou que ele está em férias.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Dilma é a que menos desapropria desde Collor - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV