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03 Janeiro 2013

Melhor ano das montadoras na história, 2012 terminou com 3,63 milhões de carros emplacados, cerca de 6% a mais do que o também histórico desempenho de 2011, que era o recorde até então.

O resultado confirma a eficácia das medidas do governo para reverter com cortes de impostos e crédito ao consumo uma trajetória de vendas que se mostrava declinante nos primeiros meses do ano passado.

Só em dezembro, a corrida dos consumidores às lojas para aproveitar os últimos dias da redução máxima nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) rendeu um volume próximo a 344 mil carros licenciados, no quarto melhor desempenho de um mês na história.

A reportagem é de Eduardo Laguna e publicada pelo jornal Valor, 03-01-2013.

O volume superou em 4,4% o desempenho de um ano antes - apesar dos dois dias úteis a menos de venda do mês passado - e ficou 15,7% acima de novembro, segundo números ainda preliminares, da consultoria Oikonomia, especializada em mercado automotivo. A Fenabrave, entidade que representa as concessionárias de veículos, divulgará o balanço consolidado no início da tarde de hoje.

O socorro às montadoras anunciado em Brasília no fim de maio inverteu a tendência negativa que se desenhava para as vendas de carros até então. A virada no jogo veio com a redução do IPI - de metade até a totalidade das alíquotas -, combinada a descontos praticados pelas próprias empresas e medidas para destravar o crédito ao consumo, como a redução nas alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a liberação de depósitos compulsórios.

Soma-se a isso o impacto de lançamentos que agitaram o mercado de compactos nos últimos meses do ano, como o HB20, da Hyundai, e o Onix, da General Motors (GM). A média diária de emplacamentos, que vinha num ritmo um pouco acima de 12 mil carros, saltou para um volume próximo a 16 mil unidades a partir de junho.

Em dezembro, quando o mercado tradicionalmente se aquece com os recursos do décimo terceiro salário e a corrida das marcas para melhorar o resultado do ano, os brasileiros compraram mais de 17 mil carros por dia, com picos de 24 mil licenciamentos.

Como resultado, 2012 acabou fechando um pouco acima do crescimento próximo a 5% que vinha sendo traçado em estimativas da indústria e das revendas, além de consolidar o Brasil como quarto maior mercado automotivo do mundo. Também foi um ano no qual as montadoras brasileiras recuperaram parte do terreno perdido para os importados em 2011. Marcas asiáticas como Hyundai, Kia, JAC Motors e Chery não conseguiram segurar as posições conquistadas no ano anterior diante dos 30 pontos percentuais extras do IPI para os carros vindos fora do Mercosul ou do México.

Mesmo assim, a indústria nacional terminou 2012 com a primeira queda na produção de veículos em dez anos, dado o desempenho negativo dos fabricantes de caminhões e dos ajustes nos estoques de carros realizados durante o primeiro semestre.

Para 2013, a expectativa comum é que as vendas percam ritmo. Até junho, o governo promete retirar gradualmente os descontos que levantaram o mercado no ano passado. Analistas também mostram preocupação com os efeitos da antecipação de compras em 2012 sobre os resultados deste ano.