Em Dubai, Brasil aprova propostas de roaming e conexão

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18 Dezembro 2012

 

Aconteceu com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Em viagem a trabalho de duas semanas, em que ele passou por três países de dois continentes - Argentina, Portugal e Itália - e usou o serviço de dados do celular durante sete dias, a sua conta mensal disparou. Foram mais de R$ 4 mil de cobrança. "Tive que ir lá [na loja da operadora] negociar, parcelar", disse o ministro. "É um serviço extorsivo", afirmou o titular da pasta responsável por estabelecer políticas à área de telecomunicações.

A reportagem é de Daniele Madureira e publicada no jornal Valor, 17-12-2012.

Se as propostas do Brasil sobre roaming internacional na Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais (WCIT-12), que terminou sexta-feira em Dubai, nos Emirados Árabes, forem implantadas, casos como o do ministro serão cada vez menos frequentes. Além de tarifas mais acessíveis, o Brasil propôs criar pontos regionais de troca de tráfego internacional. São locais em que as redes de telecomunicações internacionais se conectam para transmitir dados de uma região à outra.

"Nós gastamos US$ 500 milhões em conexão internacional este ano", afirmou Bernardo. Esse montante equivale a 35% dos custos totais de conexão do país, de acordo com o ministro. "Diminuir isso significa melhorar o custo das conexões no Brasil". Segundo ele, em 2013 será discutido onde instalar o ponto de troca de tráfego no país.

A partir da instalação desses pontos no Brasil, seria possível melhorar a qualidade da internet para o usuário e diminuir os custos de conexão. "As operadoras pagam, mas a conta é repassada para o consumidor", disse. A proposta sofreu forte oposição dos Estados Unidos, Canadá e Europa, detentores da maioria dos pontos de troca de tráfego internacional, mas foi aprovada.

Em relação ao roaming internacional, o Brasil propôs preços mais razoáveis, maior transparência sobre os valores cobrados, qualidade similar à oferecida aos usuários do país visitado e condições diferenciadas para roaming em zonas de fronteira.

Todas as propostas foram aprovadas e viraram resolução, e ser ão discutidas em outros fóruns da União Internacional de Telecomunicações (UIT).

"Os americanos resistiam muito nessa questão [do preço do roaming], mas acabaram concordando", disse o ministro. "Não vamos controlar o preço, mas queremos saber o que é cobrado. Ninguém pode viajar ao exterior e ser cobrado em 800% do preço normal".