A ciência emergente da ''inteligência coletiva'' e o surgimento do ''cérebro global''

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04 Dezembro 2012

No sítio Edge, há um fascinante artigo de Thomas W. Malone sobre o trabalho que ele e outros estão fazendo para entender o surgimento da inteligência humana coletiva – um fenômeno emergente que está sendo impulsionado principalmente pelas nossas tecnologias da informação. Podemos estar em uma trajetória evolutiva, argumenta ele, que algum dia poderá dar origem ao cérebro global. E, surpreendentemente, ele está desenvolvendo uma disciplina científica inteiramente nova para fundamentar o seu caso.

A reportagem é de George Dvorsky, publicada no sítio io9, 23-11-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Malone, que é o diretor do Centro de Inteligência Coletiva do MIT, estuda a forma como as pessoas e os computadores podem se conectar de modo que – coletivamente – possam agir de forma mais inteligente do que qualquer pessoa, grupo ou computador individual.

E, de fato, Malone está até mapeando o que ele chama de "genomas da inteligência coletiva", uma lista de exemplos convergentes e padrões de design desse fenômeno – coisas que são assistidas pelo Google, Wikipédia, InnoCentive (a comunidade que desenvolveu o sistema operacional de código aberto Linux) e outros.

Ele afirma ter identificado cerca de 19 desses padrões – ou genes – de design de inteligência coletiva que ocorrem cada vez mais em exemplos diferentes. Ele escreve:

Por exemplo, a comunidade de pessoas que desenvolveram o sistema operacional de código aberto Linux encarna o que chamamos de gene de "multidão", porque quem quiser pode contribuir com novos módulos para o sistema operacional Linux. Mas essa comunidade também encarna o que chamamos de gene de "hierarquia", porque Linus Torvalds e alguns de seus amigos e subordinados decidem – essencialmente de forma hierárquica – quais módulos que as pessoas enviam serão realmente incluídos nas novas versões do sistema. Então, esse é o genoma do projeto de inteligência coletiva.

Entre as outras coisas em que Malone está trabalhando, ele está tentando entender como toda a nossa sociedade está evoluindo de uma forma que nos torne mais inteligentes. "Está se tornando crescentemente útil pensar em todas as pessoas e computadores do planeta como uma espécie de cérebro global", escreve.

Além disso, "o nosso futuro como espécie pode depender da nossa capacidade de usar a nossa inteligência coletiva global para fazer escolhas que não sejam apenas inteligentes, mas também sábias".

E continua:

O que é a ciência aqui? Em certo sentido, estamos tentando entender cientificamente como grupos de seres humanos trabalham juntos agora usando os meios que temos e tivemos para conectar os seres humanos entre si, a comunicação face a face, o telefone, a internet etc. O mais importante, talvez, é que também estamos tentando entender a ciência por trás dos fenômenos mais profundos dos seres humanos que trabalham juntos, ou dos seres humanos e computadores que trabalham juntos de maneiras que nos ajudarão a entender como criar novos tipos de cooperativas humanas, ou entre humanos e computadores, ou inteligências coletivas. Então, nesse sentido, a fronteira entre a ciência e a engenharia começa a se desfazer.

A ciência tem a ver com compreender o que é; a engenharia tem a ver com como criar o que você quer ser. Mas elas estão claramente relacionadas uma com a outra. Entender melhor como o mundo funciona, ajuda a moldar o mundo nas maneiras que você quer que ele seja; e muitas vezes tentar moldar o mundo nas maneiras que você quer, ajuda a entender as questões científicas fundamentais sobre como o mundo é de uma forma que você nunca poderia ter pensado em perguntar antes. Outra maneira de pensar sobre a questão do que é a ciência aqui é relacionar o que estamos fazendo na inteligência coletiva.

Acabamos de ter a primeira conferência acadêmica sobre inteligência coletiva em abril de 2012, realizada no MIT. Eu fui um dos dois co-organizadores. Tivemos um grande número de conferencistas e de pessoas muito interessantes lá, e muitas pessoas disseram que foi uma das melhores conferências de que já participaram. Há uma sensação de que há um campo se catalisando aqui, há um campo se condensando aqui.

O artigo de Malone é uma leitura longa, mas vale a pena – incluindo as suas intuições sobre a inteligência das formigas e a ideia de que devemos começar a medir não a inteligência relativa dos indivíduos de uma espécie, mas sim a inteligência geral do seu comportamento de grupo emergente.

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