Classe C já representa mais de 35% da população rural

Revista ihu on-line

Base Nacional Comum Curricular – O futuro da educação brasileira

Edição: 516

Leia mais

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Mais Lidos

  • Judith Butler: corpos que resistem ao ódio e ao poder

    LER MAIS
  • Como 'comportamento de manada' permite manipulação da opinião pública por fakes

    LER MAIS
  • Coreias. Do tecnocapitalismo definitivo ao comunismo dinástico

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

23 Novembro 2012

A ascensão das classes E e D para a classe C, a chamada nova classe média, também foi verificada na população rural. Entre 2003 e 2009, o número de habitantes do Brasil rural passou de 5,3 milhões para 9 milhões, ou seja, 3,7 milhões a mais, o que representa um aumento de 70% no período. A classe C, que representava apenas 13,6% da população rural do país em 1992, passou para 20,6% em 2003 e alcançou 35,4% em 2009.

A reportagem é de Chico Santos e publicada pelo jornal Valor, 23-11-2012.

No país como um todo, a participação da classe C no total da população cresceu de forma mais lenta, passando de 32,5% em 1992 para 37,6% em 2003 e 50,5% em 2009. O programa Bolsa Família e o aumento da aposentadoria rural, decorrente do reajuste real do salário mínimo de 45% no período foram as principais razões do fenômeno.

A influência das transferências de renda, especialmente do Bolsa Família, e da aposentadoria na elevação da renda domiciliar rural no Brasil fez com que a participação dos rendimentos do trabalho na renda domiciliar per capita no campo brasileiro passasse de 81,33% em 1992 para 66,55% em 2009

Todos esses dados sobre a expansão classe média rural brasileira estão no livro "Superação da Pobreza e a Nova Classe Média no Campo", de Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que faz palestra sobre a obra hoje, no Rio.

No Brasil como um todo, a participação da renda do trabalho também caiu, mas em proporção menor, passando de 81,81% para 72,73% em 2003 e para 76,04% em 2009, segundo Neri. Os números mostram que, graças às transferências de renda, houve descolamento da participação do trabalho na renda do campo em relação à do país como um todo.

"A renda do trabalho teve um incremento médio anual (no campo) de 4,5%, abaixo das outras fontes de renda e do que observamos no Brasil como um todo (4,6%), conferindo uma menor base de sustentabilidade das condições de vida para além das transferências oficiais. "

O livro revela que, em 2009, seriam necessários R$ 500 milhões por mês para acabar com a miséria no campo brasileiro, o equivalente a R$ 19,43 por pessoa. De acordo com Neri, para cada dez moradores do campo em 1992, seis viviam abaixo da linha da pobreza. Dos 22 milhões de brasileiros que deixaram a condição de miseráveis de 1992 a 2009, 11 milhões eram moradores da área rural.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Classe C já representa mais de 35% da população rural - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV