Comissão do Senado cria comitiva para visitar guaranis-kaiowás

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Por: Cesar Sanson | 06 Novembro 2012

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou nesta segunda-feira (5) a criação de uma comitiva para visitar a aldeia dos índios guaranis-kaiowás, envolvidos em disputa de terras com fazendeiros no Mato Grosso do Sul. O requerimento pedindo a comitiva foi de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). A comissão ainda não definiu a data em que será realizada a visita aos índios.

A reportagem é de Iara Lemos e publicada pelo portal G1, 05-11-2012.

A situação dos índios guaranis-kaiowás ganhou destaque nas últimas semanas devido a uma disputa de terras com fazendeiros da região. Os índios chegaram a divulgar uma carta em que diziam que iriam resistir até a morte na ocupação da terra caso tentassem retirá-los.

Os índios ocupam uma área de reserva nativa da fazenda Cambará, em Iguatemi, a 466 km de Campo Grande. Eles foram para a propriedade rural em novembro do ano passado, três meses depois de terem o acampamento onde moravam destruído em um ataque no dia 23 de agosto de 2011.

Autor do requerimento, o senador Randolfe Rodrigues afirmou que espera que a visita possa ocorrer, no máximo, na próxima semana. Segundo Randolfe, o Senado recebeu informações de que os índios ainda estão sofrendo com a violência na região. "Queremos fazer [a visita], no máximo, na semana vem. Este final de semana tivemos a notícia de violência contra os índios. O que o Brasil está assistindo é um crime que lesa a humanidade. É um crime de extermínio de uma população", disse o senador.

Na última terça-feira (30), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) cassou liminar (decisão provisória) de um juiz federal de Naviraí (MS) que determinava a desocupação pelos índios guarani-kaiowá de área na Fazenda Cambará.

Pela nova decisão, os índios devem permanecer no local até que sejam terminados os procedimentos administrativos de demarcação das terras. Eles não poderão impedir a circulação de pessoas no local nem ampliar a terra hoje ocupada, de 10 mil metros quadrados. Também não poderão desmatar áreas verdes nem caçar os animais da fazenda.