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20 Outubro 2012

Um surto de efeito estufa há 250 milhões de anos foi uma das principais causas do evento de extinção mais catastrófico da história do planeta, sugere um novo estudo.

Analisando o peso atômico do oxigênio contido em fósseis da época, cientistas calcularam que a temperatura média anual de águas equatoriais chegou a um pico de 40°C, tornando a vida impraticável na maior parte das áreas tropicais.

A reportagem é de Rafael Garcia e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 20-10-2012.

O trabalho, publicado na edição desta semana da revista "Science", traz pela primeira vez evidências de que o calor contribuiu diretamente para a extinção -em vez de ter sido um coadjuvante de outros fatores, como a falta de oxigênio ou a deterioração da camada de ozônio.

Todos esses problemas geológicos estão ligados a um período intenso de atividade vulcânica na Sibéria. Em um primeiro momento, a poeira de vulcões faz a Terra resfriar. Mas, no longo prazo, o gás carbônico das erupções faz o planeta se aquecer.

É o que foi verificado na transição do período Permiano para o Triássico, estudada pelos pesquisadores, quando o planeta perdeu cerca de 90% de suas espécies.

"Quando se olha para a extinção em si, ela está ligada a atividades vulcânicas. Mas, depois do início da extinção, o aquecimento começou a dominar a tendência", diz Paul Wignall, da Universidade de Leeds (Reino Unido), um dos autores do trabalho.

A temperatura terrestre pode ter chegado a 60°C em algumas regiões. Segundo o estudo, de 252 milhões a 247 milhões de anos antes do presente, não havia quase nenhum vertebrado terrestre numa faixa de latitude que vai do Uruguai aos EUA.

A seleção natural acabou favorecendo animais menores, mais adaptados às temperaturas altas. Segundo o pesquisador, todas essas são coisas que devem ocorrer com o aquecimento global atual, em grau menor.

"Estamos mostrando o quanto um aquecimento global pode ser ruim", diz Wignall. "Mas não acho que veremos algo assim em nosso futuro próximo; certamente não nos próximos cem anos."

As temperaturas do fim do Permiano subiram em algumas poucas centenas de milhares de anos, o que é rápido em termos geológicos. "O que vemos acontecer hoje equivale a uma subida de temperatura instantânea."

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