PP e PMDB terão 50% dos vereadores no RS

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16 Outubro 2012

A partir de 2013, dois tradicionais partidos terão o domínio de quase metade das vagas nas Câmaras de Vereadores do Rio Grande do Sul.

Juntos, PP e PMDB ocuparão nada menos do que 2,3 mil cadeiras nos Legislativos municipais, totalizando 47,5% dos assentos, e já projetam um salto mais alto, com data marcada: outubro de 2014.

A reportagem é de Juliana Bublitz e Juliano Rodrigues e publicada pelo jornal Zero Hora, 16-10-2012.

Para os líderes de ambas as siglas, o resultado pode ser comparado ao primeiro degrau de uma escadaria que termina nos salões do Palácio Piratini. PP e PMDB esperam transformar o exército de vereadores eleitos em cabos eleitorais para retomar o comando do Estado.

– A consequência desse cenário, com certeza, será o protagonismo em 2014. Temos opções de sobra para a cabeça de chapa. Só não temos nome para vice – diz o presidente estadual do PMDB, Ibsen Pinheiro.

No PP, o sentimento é o mesmo. A legenda elegeu 1.168 vereadores e aposta na envergadura da senadora Ana Amélia Lemos – que recebeu 3,4 milhões de votos em 2010 – para tomar o lugar do governador Tarso Genro (PT).

– Os vereadores terão uma participação muito importante em 2014, disseminando a nossa doutrina e sendo porta-vozes do partido – projeta Celso Bernardi, presidente estadual do PP.

Se PP e PMDB manterão a hegemonia nas Câmaras, PSB e PT se destacaram por abrir novas trincheiras no último pleito. E, como não poderia deixar de ser, também estão de olho na corrida pelo Piratini.

Em ascensão no país, os socialistas foram os que mais avançaram: cresceram 78% em relação a 2008. Apesar de eleger apenas dois nomes na Capital (Airto Ferronato e Paulinho Motorista), terão 205 legisladores no Estado. O número, diz o vice-presidente estadual do partido, Beto Albuquerque, acompanha um esforço nacional: o PSB quer chegar à Presidência.

– Estamos criando musculatura e crescendo com coerência – diz Beto.

Do lado do PT, conquistar 137 novas cadeiras nas Câmaras é um alento frente às derrotas registradas em algumas cidades-polo, principalmente em Porto Alegre. A reeleição de Tarso é a prioridade petista, e os 656 vereadores vitoriosos, segundo o presidente estadual da sigla, Raul Pont, terão papel importante no reforço das bases locais.

No sentido oposto, o DEM foi o que mais encolheu. Afetado pela transferência de parte de seus filiados para o PSD, registrou uma queda de 19%. Trata-se da única redução partidária expressiva. A maioria das agremiações registrou crescimento porque o número de vagas disponíveis nas Câmaras também cresceu de 2008 para cá: de 4.583 para 4.904.

O sobe e desce, no entanto, não é garantia de êxito ou prova de fracasso nas próximas eleições. Para o cientista político Valeriano Costa, da Unicamp, o vereador “é como o peão do jogo de tabuleiro”. Quanto mais peças, maiores as chances de vencer. Mas tudo vai depender da qualidade das jogadas executadas daqui para frente:

– Não é algo automático, como alguns pensam. Contam o volume, a quantidade e o trabalho de cada um.

“Estímulo para a eleição”


Para o cientista político Gustavo Grohmann, da UFRGS, a hegemonia de um partido na esfera municipal não significa, necessariamente, que ele terá êxito nas eleições estaduais.

Na avaliação do especialista, a transferência de votos não se dá de forma automática.

Eis a entrevista.

Por que é importante para as siglas eleger o maior número possível de vereadores?

Todo partido busca conquistar poder, e representação nas Câmaras também significa poder. Os vereadores fortalecem a estrutura partidária no plano local.

O que explica a força de PP e PMDB nas Câmaras?

São partidos tradicionais no Estado. O PP é ligado ao setor agrário e sempre teve força no Interior. O PMDB, apesar de ter se modificado, mantém a característica de grande partido. Busca se colocar sempre ao centro e, além disso, bebe do sucesso do governo Dilma.

O número de vereadores pode se refletir no pleito estadual?

Quanto maior a presença de um partido no plano local, maior é o estímulo para um melhor desempenho na eleição seguinte. Mas isso não é automático. Há uma desconexão entre os planos local e estadual, e é arriscado fazer essa avaliação. Em dois anos, muita coisa pode acontecer.

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