“O que queremos quando falamos de sujeitos emergentes?”. Uma discussão com Elsa Tamez

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10 Outubro 2012

 

Entre as oficinas que estão acontecendo durante o Congresso Continental de Teologia, a Profa. Dra. Elsa Tamez (foto), da Universidade Bíblica Latinoamericana, está ministrando a oficina “Teologia e Sujeitos Emergentes”. O encontro se propõe a discutir esta categoria que está em constante construção a partir da emergência histórica, de sujeitos que sempre existiram, porém se tornaram invisíveis pela sociedade.

Durante o debate, os participantes são desafiados a fazer uma nova leitura a partir da fé, motivados pela força das conquistas que ocorrem cada vez mais e, também, pela força do sistema. Além disso, fica a pergunta “O que queremos quando falamos de sujeitos emergentes?”.

Entre os grandes desafios destacados pelo grupo, está ter um olhar livre, com reconhecimento da diferença e utilizando-a como riqueza, assim como descobrir dentro destas emergências sujeitos teológicos. “É necessário reconhecer a autonomia desses sujeitos, que possuem uma identidade, sonhos e aspirações próprias. E, ao mesmo tempo, reconhecer a inter-relação e o primeiro momento de confirmação de identidade”, salienta Elsa Tamez.

Os grupos emergentes, formados por mulheres, indígenas, homossexuais e várias outras categorias sociais, estão unidos por uma missão e um horizonte em comum, em busca de outra maneira de pensar e viver, mesmo passando por sofrimentos, situações e consequências diferentes. Elsa afirma que são necessárias novas teorias e uma nova forma epistemológica de ver o mundo, que deem conta da diversidade.

Estes sujeitos sociais, ou também chamados durante a oficina como grupos humanos, lutam por justiça, vida e dignidade. “A luta por justiça pode levar a mortes. Então, deve haver a justiça entrelaçada pela ética do cuidado”, comenta a professora.

Como resultados da oficina, destacam a produção de pensamento, desconstruir os indivíduos e ver as diferenças. “A realidade é mais vasta e mais complexa do que as teorias”, diz Elsa Tamez.

“O Congresso tem alguns objetivos, como a memória celebrativa, trocas de experiências celebrando um legado, é também um espaço de autocrítica da caminhada externa e interna, da realidade, da Igreja e de nós mesmos. A realidade já ultrapassa o que nós temos acumulado de análises, provocando-nos a novas leituras multidisciplinares, porém mantendo a base do sujeito da teologia da libertação”, comentando ao final da oficina a socióloga e cientista da religião, Eurides de Oliveira.

Elsa também fala sobre a diversidade existente no grupo da oficina, com participantes de países e culturas diferentes, propondo um momento de reflexão sobre o poder do conhecimento humano e a importância da realidade diversa.

Reportagem: Mariana Staudt

 

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