Ratinho e Fruet rompem hegemonia de 24 anos na prefeitura de Curitiba

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • Nota de apoio ao Padre Edson Adélio Tagliaferro. Mais de cem padres já assinaram

    LER MAIS
  • Bem comum e justiça social: agora mais do que nunca. Manifesto de mais 110 bispos, arcebispos e cardeais

    LER MAIS
  • Aquele vírus entre Darwin e Marx

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: Cesar Sanson | 08 Outubro 2012

Desde 1988, o candidato do grupo formado pelo ex-prefeito Jaime Lerner sempre vencia na cidade. Neste ano, Ducci representava esse continuísmo. Mas ele está fora da disputa.

A reportagem é de André Gonçalves e publicada pelo jornal Gazeta do Povo, 08-10-2012.

A chegada de Ratinho Júnior (PSC) e Gustavo Fruet (PDT) ao segundo turno quebra uma hegemonia de quase um quarto de século nas eleições municipais de Curitiba. Desde 1988, nenhum candidato sem raízes no grupo político formado pelo ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner havia vencido uma eleição pela prefeitura. Após uma disputa voto a voto com Fruet, o prefeito Luciano Ducci (PSB), atual herdeiro da “dinastia” iniciada por Lerner, acabou em terceiro lugar.

Sem o apoio formal de nenhum grande partido ou liderança tradicional do estado, Ratinho Júnior confirmou o favoritismo e somou 332.408 votos (34,09% dos válidos). Fruet fez 265.451 votos (27,22%), apenas 4.402 (0,45% dos válidos) a mais que Ducci, que recebeu 261.049 votos (26,77% dos válidos). Rafael Greca (PMDB) ficou em quarto lugar, com 101.866 votos (10,45%), seguido por Bruno Meirinho (PSol), Alzimara Bacellar (PPL) e Avanilson Araújo (PSTU).

O resultado final contrariou o prognóstico da maioria das pesquisas eleitorais feitas na reta final da campanha, que indicavam um segundo turno entre Ratinho e Ducci. Sondagem de boca de urna divulgada ontem pelo Ibope acertou que Ratinho ficaria em primeiro, com 34%, mas colocou Ducci com 29% e Fruet com 24%. A margem de erro era de dois pontos porcentuais para mais e para menos.

Desgaste

Alvo preferencial de todos os adversários durante o horário eleitoral gratuito, o prefeito sentiu o desgaste provocado pelos ataques. Antes da campanha, a expectativa já era de uma polarização entre o prefeito e Fruet – mas na disputa pelo primeiro lugar. Em 2011, Fruet deixou o PSDB por desentendimentos com o governador Beto Richa (PSDB), que preferia Ducci como candidato. Fruet se filiou ao PDT – mudança que desencadeou uma polêmica aliança com o PT nesta eleição.

Eleito vice-prefeito de Beto Richa em 2004 e 2008, Ducci conseguiu menos de um terço dos votos conquistados pelo atual governador há quatro anos. Na ocasião, Richa tornou-se o prefeito mais votado de todos os tempos em Curitiba, com 77% dos votos válidos, contra 18% de Gleisi Hoffmann (PT), que hoje é ministra da Casa Civil e principal cabo eleitoral de Fruet. Richa se elegeu pela primeira vez após ser vice de Cassio Taniguchi (DEM), entre 2000 e 2004. Os dois brigaram durante a campanha, mas se reaproximaram depois. Taniguchi, em 1996 e 2000, e Rafael Greca, em 1992, foram eleitos com o apoio direto de Lerner, que venceu a disputa de 1988. No ano passado, Richa avalizou a candidatura de Ducci, o que provocou a saída de Fruet do PSDB.

Alternância relativa

“Se o objetivo principal da democracia é garantir a alternância de poder, podemos finalmente dizer que vai haver alguma em Curitiba”, avalia o cientista político da UFPR Adriano Codato. Para ele, no entanto, é importante “relativizar” a mudança que vai ocorrer na cidade com um outro candidato que chegou ao segundo turno. “Ratinho Júnior é de um partido pequeno, que deve absorver figuras da atual gestão, enquanto Fruet era tucano até o ano passado.”

Após a vitória de ontem, o candidato do PSC deu sinais de que pode aceitar uma aliança com o grupo de Richa. “Eu sempre disse que não sou candidato de oposição nem de situação; eu sou da inclusão”, afirmou Ratinho. Do outro lado, Fruet falou em humildade e evitou críticas aos adversários. “Não faço política com ressentimento. Sempre fiz política olhando para o futuro”, disse o pedetista.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Ratinho e Fruet rompem hegemonia de 24 anos na prefeitura de Curitiba - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV