Grupo indígena bloqueia acesso a estrada de ferro no MA

Revista ihu on-line

A fagocitose do capital e as possibilidades de uma economia que faz viver e não mata

Edição: 537

Leia mais

Juventudes. Protagonismos, transformações e futuro

Edição: 536

Leia mais

No Brasil das reformas, retrocessos no mundo do trabalho

Edição: 535

Leia mais

Mais Lidos

  • Usada por Moro e Dallagnol, tese de alteração das mensagens está cada vez mais fraca

    LER MAIS
  • “Quem disser ‘amo a Deus’, mas odeia o irmão, é mentiroso”. Entrevista com Leonardo Boff

    LER MAIS
  • Resistência política dá o tom da parada LGBT de São Paulo

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

04 Outubro 2012

Um grupo de indígenas bloqueia, desde a manhã de anteontem, a estrada de ferro Carajás, na região do município de Alto Alegre do Pindaré (cerca de 340 km de São Luís, no Maranhão).

Os índios protestam contra portaria da AGU (Advocacia-Geral da União) publicada em julho. O texto autoriza o governo federal a fazer intervenções em terras indígenas sem consultar previamente os índios ou a Funai (Fundação Nacional do Índio).

A reportagem é de Reynaldo Turollo Jr. e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 04-10-2012.

A estrada de ferro é usada pela Vale para transportar minério de ferro da mina de Carajás, no Pará, até o terminal portuário de Ponta da Madeira, em São Luís, que também pertence à mineradora.

Desde a manhã de anteontem, nenhum trem passa pela linha. A Vale não informou quanto deixou de transportar devido à manifestação.

Um trem de passageiros - que ia do Pará a São Luís pela mesma estrada- também teve a viagem interrompida. Os passageiros desembarcaram em Açailândia (MA) e tiveram de seguir de ônibus.

Cerca de 200 indígenas, a maioria da etnia guajajara, permaneciam no local até a tarde de ontem, segundo policiais da região.

Nem a Polícia Militar nem a Polícia Federal estão acompanhando o protesto. Ambas informaram não saber se há negociações em curso. Não há relatos de violência.

A reportagem não conseguiu contato com a Funai para verificar uma eventual ação do órgão em relação ao protesto.

Em um de seus artigos, a norma da AGU diz que o "usufruto da riqueza do solo, dos rios e dos lagos" em terras indígenas "pode ser relativizado sempre que houver interesse público da União".

A portaria motivou diversas críticas de especialistas ligados à defesa dos direitos dos povos indígenas.

Em nota, a Vale afirmou que o protesto "não tem relação direta" com a empresa e que "está acionando todos os meios legais para responsabilizar os invasores civil e criminalmente, já que obstruir ferrovia é crime".

No segundo trimestre deste ano, a Vale já transportou 28 milhões de toneladas de minério de ferro pela estrada de ferro Carajás.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Grupo indígena bloqueia acesso a estrada de ferro no MA - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV