Juiz manda prender e depois libera diretor do Google

Revista ihu on-line

Renúncia suprema. O suicídio em debate

Edição: 515

Leia mais

Lutero e a Reforma – 500 anos depois. Um debate

Edição: 514

Leia mais

Bioética e o contexto hermenêutico da Biopolítica

Edição: 513

Leia mais

Mais Lidos

  • Por que 60% dos eleitores de Bolsonaro são jovens?

    LER MAIS
  • Francisco denuncia a “negação, indiferença e resignação” dos governos diante da destruição do meio ambiente

    LER MAIS
  • Ação inédita no país, Rio Doce entra na Justiça contra desastre de Mariana

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

27 Setembro 2012

O diretor-geral do Google Brasil, Fabio José Silva Coelho, foi preso pela Polícia Federal em São Paulo na tarde de ontem, em cumprimento a uma ordem judicial expedida pelo juiz Flávio Saad Perón, da 35.ª Zona Eleitoral de Campo Grande (MS). Após a repercussão do caso, o próprio juiz sul-mato-grossense enviou um alvará de soltura à PF para liberar o executivo. Coelho deixou a sede da PF em São Paulo por volta das 21 horas.

A informação é publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 27-09-2012.

A prisão de Coelho foi motivada pelo descumprimento de uma determinação da Justiça Eleitoral. O Google não retirou do ar vídeos e links postados no YouTube - site de conteúdo audiovisual mantido pela empresa - que foram considerados ofensivos contra o candidato do PP a prefeito de Campo Grande, deputado estadual Alcides Bernal.

Ele entrou com ação e obteve vitória na 35.ª Zona Eleitoral de Campo Grande. Perón determinou a suspensão dos sites Google e YouTube por 24 horas no Estado de Mato Grosso do Sul, assim como a prisão do diretor-geral da empresa, caso a ordem para remover os vídeos não fosse cumprida.

Recurso. O Google entrou com um recurso no Judiciário sul-mato-grossense. Relator do caso no TRE-MS, o juiz Amaury da Silva Kuklinski não aceitou as alegações da empresa e manteve a ordem de prisão. "Conquanto seja um espaço livre e democrático, o uso indevido da internet, na esfera eleitoral, deve ser coibido", escreveu o magistrado em sua decisão.

O Google alega que a responsabilidade pelo conteúdo dos vídeos postados no YouTube é dos usuários - o site é apenas um intermediário. Dessa forma, segundo a empresa, não seria possível cumprir a determinação da Justiça Eleitoral. O Google tentou recorrer da decisão de Kuklinski, mas não houve tempo hábil para evitar a ação da PF ontem.

Repercussão

Em nota, a PF afirmou que o crime de desobediência, previsto no Código Eleitoral, pode implicar pena de até um ano de detenção, mas que, como o crime tem "menor potencial ofensivo", Coelho não ficaria preso. A notícia da prisão do diretor-geral do Google repercutiu em todo o mundo, divulgada por sites como CNN, BBC e The New York Times.

Procurado ontem, o juiz Flávio Perón limitou-se a dizer que seguiu a lei ao "fiscalizar a propaganda eleitoral". Bernal manteve a versão de que "o episódio tenta prejudicar" sua campanha.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Juiz manda prender e depois libera diretor do Google - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV