O exército colombiano mata outro líder das Farc após abrir caminho para o diálogo

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Por: André | 12 Setembro 2012

Tropas do Exército da Colômbia mataram, em combate no sul do país, um chefe guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia acusado de comandar duas ações em que morreram 13 policiais, segundo informaram fontes militares colombianas. O falecido é Ramiro Guerrero Vargas, codinome Samuel, o número dois da terceira frente das Farc, segundo informou o general Fabricio Cabrera. O Governo colombiano, presidido por Juan Manuel Santos, divulgou na semana passada a abertura de um processo de negociação com a guerrilha, mas também que, enquanto acontecia o diálogo, não haveria trégua para os guerrilheiros.

A reportagem está publicada no jornal espanhol El País, 11-09-2012. A tradução é do Cepat.

Samuel morreu durante uma operação de unidades do Grupo de Cavalaria Mecanizada Nº 12 General Ramón Arturo Rincón Quiñones, na zona rural de La Montañita, localidade do departamento [Estado] de Caquetá, ao sul do país. Segundo as autoridades, Samuel, com 21 anos nas fileiras das Farc, dirigiu em 2001 um ataque ao município de Belén de los Andaquíes, no qual morreram cinco policiais e outros sete ficaram feridos. Nessa ocasião, os guerrilheiros também sequestraram um médico.

Em 2010, participou e dirigiu o ataque à aldeia de San Miguel, no departamento de Putumayo, na fronteira com o Equador, no qual morreram outros oito policiais. Também se atribui a ele várias prisões ilegais e pelo menos nove ações terroristas com explosivos contra as torres de interconexão elétrica desta parte do país, acrescentaram as fontes. No mesmo combate foi preso outro suposto guerrilheiro, apelidado de Vladimir, que foi posto à disposição das autoridades.

O Ministério da Defesa recordou que nos últimos dias os militares mataram cinco guerrilheiros e conseguiram a desmobilização de dois. Apenas neste mês foram neutralizados 60 membros das Farc.

A morte de Samuel acontece apenas uma semana depois que o presidente Santos anunciou a abertura de um processo de negociação com as Farc, a guerrilha mais antiga da América Latina, sem colocar em marcha uma trégua prévia e advertindo, isso sim, que não haverá uma zona desmilitarizada para sentar-se para dialogar e que não haverá trégua na luta contra a guerrilha enquanto se negocia. As conversações começarão em Oslo (Noruega) no começo de outubro.

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