Em nova investida, imigrantes marroquinos atracam em ilhotas pertencentes à Espanha

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07 Setembro 2012

É uma ilhota de 200 metros de comprimento por 100 metros de largura, situada a 120 metros da costa marroquina, em frente à cidade de Al-Hoceima, entre os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla. Um pequeno pedaço de terra inabitado, facilmente acessível a nado, onde uma bandeira vermelha e amarela tremula ao vento. A Isla de Tierra pertence ao reino espanhol desde 1560. Mas nunca se falou tanto dela como agora, com a chegada de várias ondas de imigrantes. Na quarta-feira (29), 19 africanos subsaarianos, seguidos no domingo (2) por outros 70, desembarcaram na ilhota com a esperança de chegar à Europa. Antes deste ano ninguém havia tido a ideia de atracar no punhado de pedregulhos deserto que pertence à Espanha, situado no mar de Alborán. A maior parte dos imigrantes que tentam chegar ao país atravessa o Estreito de Gibraltar, muitas vezes arriscando suas vidas, ou embarcam um pouco mais a leste e chegam a Algeciras ou Almería, a menos que tentem passar pelas grades que cercam Melilla e Ceuta.

A reportagem é de Sandrine Morel, publicada no jornal Le Monde e reproduzida pelo Portal Uol, 06-09-2012.

Nos últimos meses, eles encontraram uma via de acesso menos perigosa nessas pequenas ilhas espanholas, em sua maior parte inabitadas, situadas perto do litoral do Marrocos, denominadas de Isla de Tierra, Isla de Agua, Peñon de Alhucemas, Islas Chafarinas e Isla de Alborán, esta última mais afastada da costa.

A Espanha, preocupada com a proliferação das chegadas, decidiu se mostrar particularmente firme: com exceção de dezesseis mulheres e crianças levadas a Melilla, ela deixou os imigrantes sozinhos na Isla de Tierra, enviando militares a bordo de um Zodiac para lhes jogar, a partir do mar, água e comida, enquanto não encontram uma solução que não envolva o reconhecimento de sua entrada em território espanhol. Isso foi feito na noite de segunda para terça, quando todos foram deportados ao Marrocos graças a um acordo com Rabat.

Essa solução provocou a ira das ONGs, que questionam a legalidade do procedimento, mas ela permitiu que Madri resolvesse um problema que começou com a chegada, entre maio e junho, de 72 imigrantes às Islas Chafarinas. E continuou no dia 19 de agosto, com a de 41 imigrantes subsaarianos ao arquipélago de Alhucemas, que inclui a Isla de Tierra.

Denunciando “máfias que fazem tráfico de seres humanos”, o representante do governo central em Melilla, Abdelmalik el-Barkani, comemorou a “cooperação marroquina para conseguir impedir que a imigração ilegal abra novas vias de acesso à Espanha”. Isso porque Madri dificilmente poderá defender o acesso a esses pedaços de terra sem a ajuda do Marrocos.

Só que as relações diplomáticas entre os dois países, que disputam a soberania sobre esses territórios, estão mornas, para dizer um mínimo. Em julho, o governo espanhol havia anunciado o envio de um destacamento da guarda civil às Islas Chafarinas, a fim de ajudar os militares a tratar dos problemas de imigração, para os quais eles não estão preparados. Mas o anúncio provocou um incidente diplomático com Rabat, que não havia sido consultada. A Espanha teve de voltar atrás.

“O Marrocos usa a política migratória como meio de pressão diplomática”, lembra François Papet-Périn, pesquisador de história contemporânea, autor de uma tese sobre a disputa hispano-marroquina em torno de Ceuta e Melilla, que acredita que, “ao negligenciar o monitoramento das costas”, o reino alauíta “poderia tentar obter mais verbas da Espanha” para realizar essa tarefa. Uma teoria que vem reforçar a recente publicação de um artigo sobre o custo elevado que supostamente teria a fiscalização dos enclaves espanhóis, em um jornal marroquino próximo do governo.

Segundo as autoridades de Melilla, a pressão migratória não era tão forte desde 2005, ano em que uma dezena de migrantes morreram ao tentar passar pelo alambrado do enclave. Em junho de 2012, 46 pessoas conseguiram passar por esse muro em Melilla que separa a África da Europa. No dia 7 de agosto, da centena de africanos que tentaram passar, cerca de vinte deles conseguiram. No dia 19 de agosto, segundo as autoridades, 300 deles tentaram passar pelo alambrado e cerca de 60 conseguiram.

Do alto do monte Gurugu, acima da cidade de Melilla, mais de mil deles estariam à espreita do momento certo, de um relaxamento da guarda, um instante de desatenção, para tentar passar pelas duas grades de seis metros de altura separadas por um pequeno fosso. E, quando uma jornalista do diário “El País” perguntou a um dos homens que esperavam se ele sabia que a Espanha estava atravessando uma grave crise econômica, este lhe respondeu: “Crise? Em nosso país é a morte!”.

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