''Minha última e profunda conversa com Martini''. O depoimento de Angelo Scola

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01 Setembro 2012

"Espero que todos nós possamos viver com fé este momento de passagem do cardeal Martini, testemunho de uma vida oferecida e doada a Deus em uma grande variedade de formas: intelectual, grande biblista, reitor de universidade e pastor".

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, 31-08-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Foi assim que o cardeal Angelo Scola, arcebispo de Milão, comentou a morte do cardeal Carlo Maria Martini.

"Pessoalmente – disse à Rádio do Vaticano – eu tive a possibilidade de uma última longa conversa com ele no sábado passado, da qual obtive apoio e ajuda para este delicado ministério. Tenho certeza de que agora o cardeal Martini acompanha do alto a Igreja milanesa e todos os habitantes desta nossa grande arquidiocese".

"Soubemos da notícia enquanto estávamos reunidos como Conselho Episcopal – explica o cardeal Scola – e, juntos, nos reunimos em oração. Agora, convidamos toda a diocese, as famílias, as paróquias, as comunidades religiosas, as associações e os movimentos a intensificar a oração de gratidão pela grande personalidade do cardeal Martini e pelo seu longo ministério em Milão".

Scola destaca como a abertura de Martini às instâncias do mundo moderno foi "um dos aspectos que caracterizaram o seu ministério milanês e que todos reconhecerão, todos os mundos, milanês e não só, reconhecerão".

Além disso, ele aprecia a vontade de diálogo também com os ateus e agnósticos, "porque – explica o purpurado – a proposta de Jesus Cristo é sempre e de novo dirigida a todos. O cardeal retomou uma grande tradição com uma sensibilidade própria peculiar".