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GM fecha acordo e adia demissão em massa em São José

A General Motors do Brasil colocará 940 funcionários em lay-off (suspensão temporária de contratos de trabalho) por quase quatro meses e abrirá novo programa de demissão voluntária para reduzir o quadro de pessoal na fábrica de São José dos Campos (SP). A empresa informou ter 1.840 funcionários excedentes no complexo que emprega 7,5 mil trabalhadores. Também informou que manterá, até o fim do ano, a produção do modelo Classic, ameaçado de sair de linha, como ocorreu no mês passado com o Corsa, Meriva e Zafira.

"Afastamos o perigo imediato da demissão em massa e vamos continuar brigando para manter todos os postos", mas o risco de corte não está totalmente afastado, admitiu o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros. A empresa ameaçava demitir entre 1,5 mil e 2 mil funcionários.

A reportagem é de Cleide Silva e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 05-08-2012.

O acordo entre as partes foi assinado ontem após reunião que durou 9 horas. Participaram o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, Manoel Messias de Melo, o secretário do Trabalho do Estado, Carlos Ortiz e o prefeito da cidade, Eduardo Cury (PSDB).

O diretor de relações institucionais da GM, Luiz Moan, afirmou que, em quatro meses, o Classic deixará de ser produzido na unidade e, até lá, somente 900 metalúrgicos serão necessários na linha de montagem chamada de MVA. Ele afirmou ainda que existe a possibilidade de a fábrica do Vale do Paraíba ser incluída em um novo programa de investimentos, mas vai depender das negociações que vão ocorrer nos próximos dois meses com o sindicato.

O acerto entre as partes será apresentado em assembleia com trabalhadores na terça-feira e só a partir da aprovação as medidas serão colocadas em prática. Antes do lay-off a GM dará férias coletivas por 15 dias aos 940 funcionários.

Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mandou recado, via assessoria de imprensa, de que não iria tolerar o descumprimento nos acordos de não demissão dos setores beneficiados pela redução de IPI. Segundo ele, demissões "serão interpretadas como descumprimento do acordo".

A mensagem não fez menção a nenhum setor específico, mas o recado foi direcionado à GM. Na terça-feira, contudo, após reunir-se com representantes da montadora, Mantega havia dito que o saldo de emprego no setor automotivo era positivo e que não olharia o problema da GM isoladamente.

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