Supernadadora assombra mundo e desperta debate sobre doping. Genética é o novo caminho?

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Por: Cesar Sanson | 01 Agosto 2012

Ye Shiwen assombrou o mundo na segunda-feira, 30, ao ganhar o ouro e bater o recorde mundial nos 400 metros medley. Assombrou porque, aos 16 anos, ela nadou mais rápido do que o recordista masculino nos últimos 100 metros, no estilo borboleta.

A reportagem é de Bob Fernandes e publicada por Terra Magazine, 31-07-2012.

Enorme manchete do Evening Standart: - A briga da nadadora (chinesa) e doping: China e Estados Unidos trocam acusações.

Mal Ye Shiwen saía da piscina, integrantes da equipe dos Estados Unidos começavam a levantar suspeitas. Nesta terça-feira, 31, o Dr. Chen Zhanghao, médico das equipes chinesas nas olimpíadas de Los Angeles, Seul e Barcelona, disparou:

- Os americanos são maus. Eles não falam sobre eles mesmos. Phelps quebrou sete recordes mundiais (e ganhou 8 medalhas de ouro em Pequim)… ele é normal? Eu suspeito de Phelps, mas não tenho evidências…

Zhanghao lembrou ainda: “Temos que nos basear em fatos, não em suspeitas”.

Ok, Shiwen parece um armário, por seu tamanho jogaria fácil numa zaga qualquer na várzea, mas diante das insinuações do que apenas aparenta, Jiang Zhixue, chefe do comitê antidoping da China, protestou: - Fizemos mais de 100 testes antidoping desde que chegamos Londres, e nada deu positivo.

O debate, com ares de rusga diplomática, lembra que essa questão, o doping, está numa fronteira cada vez mais tênue.

Em Pequim, recordemos, insinuava-se que Phelps valia-se, pelo menos, de “doping musical”. Porque chegava até quase o momento de nadar com os fones conectados.

A propósito: Cesar Cielo, em Guadalajara, ouvia Van Halen antes de saltar na piscina. Bizantinas questões e dúvidas à parte, há debates sérios sobre novas formas de doping. Uma das modalidades que avança é o doping genético.

Essa forma segue o mesmo caminho das terapias genéticas. Através de um vírus criado biotecnologicamente e injetado na musculatura, ou no sangue, se induz a produção de proteínas que multiplicam a capacidade físico-esportiva.

Cada gene é conectado a uma proteína, entre estas a insulina, a eritropoietina e o  hormônio do crescimento. Todos podem ser usados na parte terapêutica, por  um lado, ou como doping, com  sérios riscos para a saúde.

Mauro Giacca, italiano, dirige o Icgeb, um centro na Itália reconhecido pela ONU como expert nesse assunto. A WADA (Agência Mundial Anti-Doping), já há tempos, perguntou a Giacca sobre o doping genético. Giacca discorre sobre experimentos.

Ratos foram tratados com um vírus chamado AAV, no caso injetado na musculatura e assim transportado para o gene IGF-1, proteína do fator de crescimento. Constatou o Dr. Giacca: - Houve uma regeneração muito mais veloz das fibras musculares.

Camundongos tratados com a terapia genética foram submetidos a esforços sem sentir cansaço, atesta Mauro Giacca. Houve aumento da massa muscular, hiperatividade e não restou nenhum traço no sangue nem na urina.

Essa briga, genética natural x doping, não tem hora para acabar.

 

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