Justiça argentina confirma processo contra Videla pelo assassinato de Dom Angelelli

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30 Julho 2012

O caso foi encerrado em 1976, no mesmo dia em que ocorreu a morte do prelado.

A reportagem é do sítio Religión Digital, 28-07-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Câmara Federal de Córdoba confirmou a medida com prisão preventiva contra o ex-presidente de fato da Argentina, Jorge Videla, e também contra o ex-chefe do terceiro corpo do Exército, Luciano Benjamín Menéndez, e o ex-ministro do Interior, Albano Harguindeguy.

Fontes judiciais informaram que a Sala "B" desse tribunal também confirmou os processos contra o ex-segundo-chefe do esquadrão de tropas em Chamical, Luis Estrella, e o ex-comissário e então chefe do Serviço de Informação da Polícia de La Rioja, Juan Carlos "La Bruja" Romero.

Por maioria, o tribunal imputou aos acusados o fato de serem autores intelectuais dos crimes de "homicídio qualificado pelo concurso premeditado de duas ou mais pessoas e associação ilícita agravada em concurso real".

Na mesma resolução, que é datada da última quinta-feira, os juízes ratificaram a resolução que concedeu prisão domiciliar aos imputados Romero, Menéndez e Harguindeguy.

Em outro trecho, os magistrados ordenaram ao magistrado da primeira instância para aprofunde a investigação sobre a suposta participação no ato do suboficial major Nelson Garnica.

O incidente ocorreu no dia 4 de agosto de 1976, quando Dom Angelelli e o sacerdote Arturo Aído Pinto viajavam a bordo de uma caminhonete Fiat 125 Multicarga rumo à capital de La Rioja, vindos da cidade de Chamical.

Segundo a investigação, levavam consigo uma pasta com informações que teriam compilado sobre os assassinatos dos sacerdotes Carlos de Dios Murias e Gabriel Longueville, ambos ocorridos em La Rioja no dia 18 de julho de 1976.

Embora tenha se constatado que a caminhonete estava em boas condições mecânicas, na rodovia, a cerca de seis quilômetros da localidade de Punta de los Llanos, um veículo que circulava na mesma direção fechou a caminhonete e fez com que ela capotasse.

A causa da morte Angelelli foi encerrada em 1976, no mesmo dia em que ocorreu. Mas, embora tenha sido reaberta em 1984, não prosseguiu por causa da vigência das leis de Ponto Final e de Obediência Devida.

Em 2010, a investigação voltou a ser aberta e estabeleceu que o falecimento de Angelelli foi o produto de um "acidente automobilístico provocado", que ocasionou a morte do prelado de La Rioja e deixou gravemente ferido o seu acompanhante.

Em novembro de 2011, o juiz federal de La Rioja, Daniel Herrera Piedrabuena, processou Videla, Menéndez e Harguindeguy pelo crime, que ele intitulou "de lesa humanidade" após determinar irregularidades na investigação policial do fato, a presença de pessoal de inteligência do Exército e da Polícia no local do suposto acidente e a existência de um sumário policial paralelo.

Foram considerados os homicídios dos sacerdotes Gabriel Longueville e Carlos de Dios Murias e do leigo Wenceslao Pedernera na localidade de Chamical, assassinatos que Angelelli tentava desentranhar através de denúncias e da compilação de informações.

"É preciso não perder de vista que os fatos registrados nos autos não seriam alheios às violações dos direitos humanos que resultaram condenadas em processos judiciais semelhantes relacionados com tal período histórico – sequestros e/ou translados ilegais, torturas, desaparecimento de pessoas, fuzilamentos e/ou fuzilamentos encobertos etc.", estabeleceram agora os juízes da Câmara Federal.

Para a Sala "B" da Câmara, o homicídio do bispo foi cometido no marco do "plano sistemático de eliminação de pessoas realizado pelas Forças Armadas", que, "na época dos fatos, exerciam o governo do país – em todas as suas camadas –, assim como das forças de segurança".

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