“Desde a queda de Mubarak, em janeiro de 2011, cada um tem sua própria concepção política e o povo egípcio tem se dividido em muitos grupos: liberais, socialistas, islamistas, com todas as matizes da islamização. Agora, queremos que se tenha um verdadeiro espírito de reconciliação, com um governo de unidade nacional, que nos ajude a voltar a ser um só país, como é o justo”, afirma diante dos microfones, da Rádio Vaticana, o padre Rafic Griech, porta-voz da Igreja católica egípcia.
A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 27-06-2012. A tradução é do Cepat.
“A comunidade cristã no Egito fica um pouco preocupada pelo fato do novo presidente provir da parte islamista dos egípcios, dos Irmãos Mulçumanos”, afirma o sacerdote, embora também expresse a esperança de que “na nova era que estamos vivendo, os cristãos possam encontrar justiça e não discriminação. Isto é o que, em muitas ocasiões, o novo presidente Morsi prometeu; inclusive, ontem, quando se reuniu com os bispos da Igreja copta ortodoxa. Hoje, recebeu a Igreja católica do Egito, cujos expoentes se dirigiram ao palácio presidencial para oferecerem suas felicitações ao novo presidente e para ter uma conversa”. A Igreja católica pretende apontar várias questões: “Antes de tudo, a justiça para todos os egípcios”.
Em seguida, que o novo presidente (como prometeu) ajude aos pobres, aos que não têm casa, aos analfabetos. “Como você sabe – disse o padre Griech – 40% da população egípcia vivem abaixo da linha de pobreza. Isto é o que, como cristãos, pedimos para o povo do Egito, tanto para os cristãos como para os mulçumanos: melhorar as condições de vida dos cidadãos, para que se possa sair da condição atual de pobreza. Esta é uma das questões principais que os bispos desejam enfrentar”.

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