O diálogo resiste ao tempo. Carlo Maria Martini se despede

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27 Junho 2012

Agora chegou o momento em que a idade e a doença me dão um claro sinal de que é o momento de me retirar mais das coisas da terra para me preparar para o próximo advento do Reino.

Publicamos aqui a última coluna do cardeal emérito de Milão Carlo Maria Martini, publicada no jornal Corriere della Sera, 24-06-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Carlo Maria Martini, jesuíta, cardeal-arcebispo emérito de Milão, nos últimos anos, escreveu semanalmente uma coluna no jornal Corriere della Sera. Eram textos breves onde respondia a perguntas dos leitores. Acometido do mal de Parkinson, Martini se despede.

Eis o texto.

Desejo iniciar esta última página da coluna, confiada há mim há alguns anos, agradecendo a todos aqueles que me escreveram nesses anos. Recebi milhares de cartas de afeto, de gratidão, de estímulo e de crítica.

Peço perdão àqueles a quem não consegui responder e àqueles que, mesmo tendo recebido uma indicação de resposta, a consideraram pouco ou nada exaustiva. Agradeço ao diretor do Corriere dela Sera que me concedeu um longo tempo de diálogo, apesar do enfraquecimento da voz. Agradeço também a todos os seus colaboradores. Um obrigado de coração também aos meus sucessores na Cátedra de Ambrósio pela paciência demonstrada, apesar da minha intervenção mensal.

Agora chegou o momento em que a idade e a doença me dão um claro sinal de que é o momento de me retirar mais das coisas da terra para me preparar para o próximo advento do Reino. Asseguro a minha oração para todas as perguntas que permaneceram sem resposta. Que Jesus possa responder às questões mais profundas do coração de cada um.

A maior dor: perder um filho criança

Caro cardeal Martini, segunda-feira, 2 de abril de 2012, perdi o meu filho de 10 anos. Peço humildemente ao senhor uma palavra de conforto e o caminho a seguir, para que, de algum modo, eu volte a viver. Mas como se fez, Eminência, para crer em Jesus? Peço-lhe, Eminência, ajude-me, o senhor é um homem especial.
(Francesco Rizzo)

Caro Francesco, não há palavras verdadeiras de conforto diante de uma dor tão grande, talvez a maior dor para um ser humano. Eu também não sei lhe indicar caminhos precisos. Posso lhe dizer que rezo por você, para que seja Jesus, o Filho, que lhe indique o caminho. Mas certamente não será logo, porque dores tão fortes tiram a força, a visão, a audição e ferem até a nossa força fundamental que é a coragem de enfrentar qualquer acontecimento.

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