"A Rio+20 se transformou em um fracasso épico”, diz diretor-executivo do Greenpeace Internacional

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Por: Cesar Sanson | 20 Junho 2012

Durante a madrugada desta terça-feira - e depois de extenso debate sobre o parágrafo de oceanos – ficou pronto o Rascunho Zero, texto que o Brasil apresentará para ser debatido e aprovado pelo chefes de estado presentes na Rio+20.

A reportagem é do sítio do Greenpeace, 19-06-2012.

O Greenpeace acredita que não há mais chances de se conseguir progressos, ainda que pequenos. A única questão que ainda poderia oferecer uma esperança de avanço, o texto sobre oceanos, foi atacada.

Segue a declaração de Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional a respeito do Rascunho Zero:

"A Rio+20 se transformou em um fracasso épico. A conferência falhou em termos de equidade, de ecologia e de economia. Prometeram-nos 'o futuro que queremos', mas agora seremos unicamente uma máquina poluidora que vai cozinhar o planeta, esvaziar os oceanos e destruir as florestas tropicais. Este não é um alicerce sobre o qual faremos economias cresceram ou com o qual conseguimos retirar pessoas da pobreza. É a última vontade e testemunho do modelo de desenvolvimento destrutivo do século 20.

A única coisa sensata que estava na mesa de negociações até ontem à noite foi o lançamento de um Plano de Resgate dos Oceanos para as águas em alto mar. Mas isso também foi derrubado pelos Estados Unidos, Canadá, Rússia e Venezuela, que querem explorar os mares visando o lucro privado, apoiados na impunidade e na extinção dos recursos que pertencem a toda a humanidade.”

Os líderes mundiais começam a chegar ao Rio hoje e precisamos perguntar o por quê. Nos prometeram uma economia verde, o futuro que queremos, mas tudo o que vislumbramos são três dias mais de Greenwash. Do G20 à Rio+20, esta não é uma boa semana para o planeta. Enquanto bilhões são gastos para salvar os bancos e outros bilhões mais para subsidiar a indústria dos combustíveis fosseis, está claro qual é a agenda que nossos líderes estão seguindo, a dos negócios das companhias poluidoras.”

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