Dia Mundial do Refugiado. O apelo dos jesuítas ao G-20

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20 Junho 2012

A Cúpula do G20 pode ser uma oportunidade. No meio da crise econômica, é preciso alimentar o frágil valor da hospitalidade.

A reportagem é de Peter Balleis, diretor do Serviço Jesuíta aos Refugiados e foi publicada no Jesuit Refugee Service, 18-06-2012. A tradução é de Susana Rocca.

Eis o texto.

Nos próximos dois dias, os líderes das nações do G20 deverão tomar decisões difíceis em relação à estabilidade da economia global. Como motivo do Dia Mundial do Refugiado, dia 20 de junho, o Serviço Jesuíta aos Refugiados pede aos líderes mundiais que ponham a coesão social no coração dos processos de decisão e que não percam de vista às necessidades de mais de 45 milhões de imigrantes deslocados forçosamente em todo o mundo.

Manter as necessidades humanitárias dos refugiados no centro de suas políticas é mais importante do que nunca nestes momentos de turbulências econômicas. A recessão econômica ameaça a ajuda internacional essencial para as pessoas deslocadas forçosamente. Também, os refugiados têm que lutar mais ainda para cobrir as suas necessidades. Infelizmente, é provável que aconteçam novos deslocamentos de populações empobrecidas já que o aumento da marginalização das minorias oprimidas é uma consequência dos tempos difíceis.

“Os migrantes forçados são exemplos concretos do que acontece nas sociedades empurradas para além do limite: conflito, violações dos direitos humanos, deslocamentos. A cúpula do G20 é uma oportunidade para executar ações preventivas, para reduzir a instabilidade econômica promovendo uma proteção global aos refugiados, para melhorar as possibilidades de que as comunidades marginalizadas obtenham ingressos e para fortalecer sistemas de proteção social inclusivos”, disse o diretor do JRS Internacional, Peter Balleis SJ.

No meio da crise econômica é preciso alimentar o frágil valor da hospitalidade. As oportunidades econômicas cada vez menores são uma pesada lajota encima das sobrecarregadas redes de apoio social, o que alimenta a intolerância. Um exemplo bem claro é o sucesso do populismo político que coloca uma retórica xenófoba no centro do seu discurso. Em lugar de descrever os refugiados como valentes sobreviventes que refazem as suas vidas num entorno seguro, os políticos o trocam por etiquetas simplistas e falsas que demonizam os refugiados como males sociais. Essa constante desumanização e hostilidade marginalizam ainda mais os refugiados.

“No geral, as populações dos países de acolhida têm pouco contato com os refugiados ou outros migrantes forçosos. As suas opiniões são amplamente moldadas por líderes políticos e da sociedade civil. Se os governos assumem um enfoque mais positivo em relação à migração forçosa, é provável que vejamos o início de uma mudança de sentido nos atuais níveis de hostilidade e exclusão que sofrem os refugiados”, acrescenta P. Balleis.

A pesar da atual tendência, há pessoas em todo o mundo que respondem individual e coletivamente às necessidades dos refugiados. Por exemplo, perante a incapacidade do governo francês de dar hospedagem aos que solicitam asilo, os voluntários do JRS em Paris deram um passo à frente e lhes abriram seus lares. Além de oferecer um serviço necessário, forjaram amizades, e estão enviando uma mensagem clara à sociedade: os estrangeiros são bem-vindos.

Atos semelhantes têm lugar na Jordânia, onde os residentes locais e os refugiados iraquianos estão ajudando aos deslocados sírios. Encontramos exemplos parecidos de hospitalidade desde a base no Congo, no Quênia, na Venezuela, e em muitos outros países. Uma e outra vez, nós vemos os refugiados e as comunidades de acolhida oferecendo proteção, hospedagem, comida, medicamentos e, o mais importante, amizade. Esses simples atos têm o poder de transformar situações difíceis.

“Nossa mensagem é simples: alentar a hospitalidade e a cooperação. A hospitalidade é uma porta que abre o caminho a outras possibilidades, como o acesso aos direitos e serviços. Os refugiados têm recursos humanos, formação, e energia. É importante permiti-lhes que façam algo em pró das suas comunidades. Os governos deveriam seguir estes exemplos de solidariedade, em lugar de buscar soluções em curto prazo, criando maiores problemas para o futuro”, conclui P. Balleis.

O JRS trabalha em mais de 50 países em todo o mundo. A organização emprega mais de 1.200 pessoas: leigos, jesuítas e outros religiosos para responder, entre outras necessidades, a necessidades educativas, sanitárias e sociais de mais de 700.000 refugiados e deslocados, sendo que mais da metade são mulheres. Seus serviços se oferecem aos refugiados sem distinção de raça, origem étnica ou crenças religiosas.

Nota da IHU On-Line: No Dia Mundial do Refugiado pode ser lida a Revista IHU On-Line, no. 365, intitulada Refugiados, uma diáspora em tempos globais. Para ter acesso à edição clique aqui.

 

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