Fim do euro está próximo se Alemanha mantiver a estratégia, afirma Paul Krugman

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Por: Cesar Sanson | 15 Mai 2012

O economista norte-americano Paul Krugman considera “bastante possível” que a Grécia saia do euro no próximo mês e defende que, para evitar o estilhaçamento do euro, a Alemanha terá de ceder garantias à dívida de Itália e Espanha.

A reportagem é do sítio esquerda.net, 14-05-2012.

Em seu blog no New York Times intitulada "Eurodämmerung" (O Crepúsculo do Euro), o Nobel da Economia, Paul Krugman, admite que é “bastante possível” que a Grécia abandone o euro já no próximo mês e explica o modo como lhe parece que o euro poderá acabar… ou não.

Primeiro, uma saída da Grécia, “muito possivelmente no próximo mês”. Entretanto, haverá “grandes saques” dos bancos espanhóis e italianos, com os “depositantes procurando transferir o seu dinheiro para a Alemanha”. Para Krugman, é também possível que sejam instituídos “controles, com os bancos proibidos de transferirem depósitos para fora do país e limites aos saques em dinheiro”.

Perante este cenário, Krugman diz que o Banco Central Europeu (BCE) terá que intervir para fornecer liquidez aos bancos. A “receita” de Krugman para evitar o colapso do euro é a Alemanha aceitar injetar, de forma indireta, créditos públicos nos “gigantes” da Itália e de Espanha, com garantias para a dívida dos países ou, caso contrário, será o fim do euro.

Krugman lembra que para dar alguma esperança a Espanha são necessárias garantias sobre a sua dívida (para os custos de endividamento se manterem suportáveis) e uma inflação mais elevada na zona euro, para tornar possível um ajustamento relativo dos preços. A alternativa é o “fim do euro”, dentro de meses, e não de anos. É assim que lhe parece que "o jogo pode acabar”.

As previsões de Krugman surgem numa altura de grande impasse político na Grécia, depois das últimas eleições de 06 de Maio, com o cenário de novas eleições em meados de Junho a ganhar força. Isto depois de os três partidos mais votados, o Nova Democracia, o Syriza e o PASOK não terem conseguido chegar a acordo para formar um governo de unidade nacional.

Esta indefinição está a aumentar os receios entre os investidores quanto à possível saída da Grécia da união monetária, o que está pressionando o euro e as bolsas europeias na sessão desta segunda-feira. Espanha e Itália continuam a pagar custos elevados para se financiarem no mercado de dívida. Após os leilões desta manhã, os juros da dívida acentuaram os ganhos, não só em Espanha e Itália, mas também em Portugal.

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